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Mundo

Zoellick pede resposta internacional a aumentos no preço de alimentos

Arquivo Geral

10/04/2008 0h00

O presidente do Banco Mundial (BM), recipe Robert Zoellick, side effects pediu hoje à comunidade internacional responder à “situação de emergência” existente em países como o Haiti por causa do aumento do preço dos alimentos.

Em entrevista coletiva, malady Zoellick declarou que “em primeiro lugar, a comunidade internacional deve cobrir pelo menos o vazio de US$ 500 milhões no programa de alimentação das Nações Unidas para satisfazer as necessidades emergenciais”.

A escalada nos preços dos alimentos básicos provocou protestos, em alguns casos violentos, em países tão distantes como Paquistão, México, Egito ou Haiti – pelo menos cinco pessoas morreram durante revoltas no país caribenho.

Segundo Zoellick, Estados Unidos e Europa se concentraram em 2007 no aumento do preço da gasolina, e “enquanto muitos se preocupam em encher os tanques de seus veículos, muitos outros ao redor do mundo lutam para encher seus estômagos”.

O presidente do Banco Mundial calculou que o efeito da atual crise alimentícia sobre a redução da pobreza em nível mundial equivale a sete anos perdidos, “ou seja, é necessário fazer frente a isto não só como uma emergência imediata, mas também a médio prazo”, destacou.

Além da ajuda financeira para injetar fundos no programa de ajuda alimentícia da ONU, Zoellick propôs transformar o desenvolvimento do setor agrícola em uma tarefa prioritária.

Nesse sentido, o presidente do Banco Mundial lembrou que a entidade anunciou um crescimento nos empréstimos agrícolas para a África Subsaariana no ano que vem, dos US$ 450 milhões atuais para US$ 800 milhões.

Além disso, Zoellick insistiu na necessidade de concluir a rodada de negociações comerciais de Doha no marco da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Zoellick – que compareceu à entrevista coletiva com um pacote de dois quilos de arroz e um pedaço de massa de pão – também comentou que, “em muitos países em desenvolvimento, os pobres gastam até 75% de sua renda em comida. Quando os preços sobem, é difícil para eles”.

Segurando o saco de arroz, o responsável pela instituição financeira mostrou que em países como Bangladesh, uma família pobre gasta quase a metade de sua renda diária em um pacote como aquele.

O titular do Banco Mundial lembrou que o preço do trigo subiu 120% no último ano e ressaltou, erguendo a massa de pão, que os pobres do Iêmen destinam mais de um quarto de sua renda para comprar esse produto.

“As palavras podem chamar a atenção, mas não podemos nos contentar com estudos, relatórios e palavras”, afirmou Zoellick.

As declarações do presidente do Banco Mundial ocorrem após a publicação, na quarta-feira, de um novo relatório sobre a crise alimentícia.

O documento será apresentado no final de semana ao Comitê de Desenvolvimento, órgão de Governo conjunto do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O estudo prevê que os elevados preços dos alimentos se prolongarão por anos e relaciona o aumento com fatores como a maior produção de biocombustíveis, que estaria desviando grande parte do cultivo de grãos como o milho para a geração de combustíveis de origem vegetal.

“Os aumentos nos preços também estão relacionados com o encarecimento da energia, o custos dos adubos, a fraqueza do dólar e as proibições sobre as exportações agrícolas”, explica o documento.

O Banco Mundial também insistiu em que o preço mais alto dos alimentos está contribuindo para uma maior inflação em países como Costa Rica, Sri Lanka e Egito.

O organismo multilateral cita o caso da Europa e da Ásia Central, onde a inflação média foi de 10% em 2007, enquanto a relacionada com os alimentos ficou em 15%.

No caso do pão e dos cereais, o aumento médio nos preços foi de 23% nesses países.

Esse dado contrasta com os 6% de inflação geral em 2006 e com o aumento de 6,4% no preço dos alimentos nesse mesmo ano.




 

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