O presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, disse hoje que o organismo persegue um programa ambicioso de reforma para reforçar a eficácia e legitimidade da instituição entre os países em desenvolvimento aos que serve.
Na abertura da Assembleia Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial em Istambul, Zoellick afirmou que as reformas se concentrarão em melhorar as políticas de desenvolvimento, e impulsionar a boa governança e a eficiência no manejo das despesas dentro do Banco.
“O mundo necessita instituições ágeis, hábeis, competentes e responsáveis”, disse Zoellick segundo o texto de seu discurso perante os representantes dos 186 membros da organização.
“O Banco Mundial melhorará sua legitimidade, eficiência e responsabilidade e ampliará ainda mais sua cooperação com Nações Unidas, o FMI, os outros bancos multilaterais de desenvolvimento, os doadores, a sociedade civil e as fundações que se transformaram em atores cada vez mais importantes do desenvolvimento”, explicou.
Indicou que o século XXI exige um novo protagonismo para os países emergentes, que se transformaram, além disso, em uma fonte de crescimento que poderia ajudar a criar uma economia mundial mais equilibrada.
“Se os países em desenvolvimento são parte da solução devem de ser também parte da conversa”, afirmou Zoellick.
O discurso de Zoellick chega quando o organismo prepara-se para realizar a primeira ampliação de capital em 20 anos, uma iniciativa questionada por alguns membros influentes como Grã-Bretanha e França.
EUA, por sua parte, disseram ontem que antes de dar sinal verde à medida será necessário estabelecer se efetivamente se precisam os recursos e ter a segurança que estes “se administrarão bem e se usarão de forma efetiva”.