O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, advertiu, nesta quinta-feira (7), que os países aliados da Rússia não deveriam comparecer à parada militar de 9 de maio em Moscou, que comemora o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa.
A Rússia celebra anualmente o Dia da Vitória da antiga União Soviética sobre a Alemanha nazista com um grande desfile na Praça Vermelha, em Moscou.
Neste contexto, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou um cessar-fogo unilateral com a Ucrânia nos dias 8 e 9 de maio, no âmbito do conflito iniciado em 2022 pela invasão russa da Ucrânia.
“Também recebemos mensagens de alguns Estados próximos da Rússia, que afirmam que seus representantes têm previsto estar em Moscou”, disse seu homólogo ucraniano em seu discurso vespertino.
“Um desejo estranho… Nestes dias. Não recomendamos”, acrescentou.
A Ucrânia tinha proposto sua própria trégua a partir de 6 de maio e criticou o cessar-fogo anunciado pela Rússia como uma estratégia de propaganda para proteger esta parada militar, um evento crucial do calendário no qual se exalta o patriotismo.
Na quarta-feira, Zelensky acusou a Rússia de lançar um novo ataque após a entrada em vigor de seu cessar-fogo unilateral e, em sua mensagem desta quinta-feira, queixou-se de que Moscou quer que Kiev “lhes permita celebrar o desfile para que possam ir à praça de forma segura por uma hora, uma vez por ano, e depois continuar matando”.
Minutos antes do discurso de Zelensky, o Ministério da Defesa russo instou os moradores de Kiev a deixarem a cidade diante de possíveis represálias se a Ucrânia violar seu cessar-fogo unilateral, decretado por ocasião das comemorações.
“Lembramos à população civil de Kiev e ao pessoal das missões diplomáticas estrangeiras para a necessidade de abandonar a cidade a tempo”, declarou o Ministério da Defesa russo nesta quinta-feira em um comunicado, no qual prometeu uma resposta em caso de ataque ucraniano.
Na véspera, a chancelaria russa tinha pedido que as embaixadas estrangeiras evacuassem seu pessoal e seus cidadãos da cidade ucraniana diante de um possível “ataque de represália” se a Ucrânia chegar a perturbar a comemoração da vitória soviética.
AFP