O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, voltou a dizer hoje que o Governo americano age com “fraqueza” em relação ao golpe de Estado que o tirou do poder em 28 de junho.
Para Zelaya, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, poderia contornar a situação “em cinco minutos”.
“Reconheço que o presidente Obama e a secretária (de Estado americana, Hillary) Clinton não tiveram nada a ver com o golpe, mas digo com respeito: as medidas tomadas contra os golpistas foram fracas”, declarou.
Zelaya fez estas declarações em Lima, para onde viajou hoje com o objetivo de receber o apoio do Governo peruano.
Para o presidente deposto, uma intervenção mais direta de Obama poderia significar uma solução imediata ao conflito.
“A solução para um problema interno de Honduras, com o Governo legítimo que eu represento e o Governo do presidente Obama, demoraria cinco minutos para ser resolvida”, disse.
O presidente deposto lembrou que seu país “depende em 90% da economia americana em todos os campos”, enfatizou, o que segundo ele explica a influência de uma possível intervenção americana.
Segundo Zelaya, até agora, houve a tentativa de usar sanções diplomáticas e econômicas contra o Governo de Roberto Micheletti, mas “faltam as comerciais”.