O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, se dirigiu hoje à Assembleia Geral da ONU por telefone celular, com ajuda de sua chanceler, Patricia Rodas.
“Solicito às Nações Unidas seu apoio para reverter esse golpe de Estado e que a democracia seja um bem para todas as nações do mundo”, disse Zelaya, enquanto a chanceler colocava o telefone celular no microfone na bancada de oradores da assembleia.
Zelaya, ainda na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, denunciou por telefone que em seu país, “além de um golpe de estado”, está sendo instalada “uma ditadura fascista”.
Terminada a conexão telefônica, a chanceler hondurenha prosseguiu com o discurso de seu país perante a 64ª Assembleia Geral da ONU, que se estendeu devido a eventos em várias ocasiões desde seu início, na quarta-feira passada.
“Seguimos lutando para conquistar a democracia, desarmados, e somente com a verdade como arma”, afirmou Rodas, que ressaltou a solidariedade internacional com seu país e com Zelaya.
A chanceler de Zelaya também pediu à ONU que use a “força de sua autoridade” para acabar com a situação porque, como ressaltou, Honduras “quer ser uma república soberana, livre e independente com uma democracia sólida”.
Rodas pediu que seja exigido das “autoridades golpistas o respeito irrestrito à vida de Zelaya e à embaixada do Brasil“.
A ministra do presidente deposto reiterou seu pedido para que Zelaya seja restituído ao poder, pois “foi eleito presidente por grande maioria em eleições livres e democráticas”.