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Mundo

Zelaya reitera a representante de Micheletti que não negocia sua restituição

Arquivo Geral

21/10/2009 0h00

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, confirmou hoje que se reuniu com um representante do governante de fato, Roberto Micheletti, e reiterou que não está disposto a negociar sua restituição no poder.

Zelaya explicou a Rádio Globo que o encontro que manteve hoje com Arturo Currais, membro da comissão de diálogo de Micheletti, foi “uma reunião informal”, agendada através de uma ligação telefônica feita por pessoas que não identificou, e ressaltou que é necessário “um acordo político” para superar a crise.

Segundo Currais, o encontro foi produto de um convite de Zelaya e nele ambos trocaram impressões “de frente ao futuro” e para uma “solução final” da crise.

Zelaya disse que Currais chegou “a explicar diretamente qual era a objeção que eles colocavam” no ponto relacionado com sua restituição, sobre o qual, lembrou “não se pôde chegar a um acordo ontem com a comissão de diálogo”.

“Ele veio dar as explicações necessárias, que o povo hondurenho já conhece, e não há nada novo na mesa além de uma posição intransigente frente à verdade que está vivendo o povo hondurenho”, acrescentou.

O diálogo se estagnou ontem depois que a comissão de Zelaya rejeitasse uma proposta de Micheletti encaminhada a que ambas as delegações resolvessem sobre a restituição do deposto líder com base em relatórios de a Corte Suprema de Justiça e o Parlamento sobre os antecedentes do golpe de Estado.

“Não estamos dispostos a negociar o princípio da minha restituição”, reafirmou o governante deposto, que recebeu ao enviado de Micheletti na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde permanece há um mês, desde que voltou de surpresa ao país.

“Os hondurenhos sempre devemos ter uma janela aberta para buscar a saída à crise”, que “só se pode resolver com um acordo político”, insistiu Zelaya.

Lembrou que o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) se reunirá amanhã em Washington, onde tratará, entre outros assuntos, da estagnação do diálogo sobre a crise hondurenha.

Reconheceu que “as eleições são uma saída” para crise, mas lembrou também que a comunidade internacional advertiu que “se não há restituição, não há um reconhecimento” dos resultados e do novo Governo hondurenho.

Se isso ocorre, sentenciou, “o país seguirá isolado”.

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