“Que a secretária (de Estado dos Estados Unidos, Hillary) Clinton enfrente a ditadura com força para falar bem do presidente (Barack) Obama”, exigiu o líder deposto hondurenho no município nicaraguense de Ocotal, a 25 quilômetros da fronteira com Honduras.
“Que (a Casa Branca) deixe de evitar o tema da ditadura, que a enfrente com força para saber realmente qual é a posição dos EUA em relação a este golpe de Estado”, acrescentou.
Zelaya também pediu aos governantes latino-americanos que enfrentem com força esta “ditadura”, como chama o Governo de Micheletti.
“As relações internacionais e diplomáticas foram desafiadas por esta ditadura que se instalou em Honduras”, disse em um megafone e a bordo de um veículo para ser ouvido por seus seguidores e por jornalistas.
Segundo Zelaya, os militares hondurenhos restringem as liberdades públicas, de circulação, de associação, e de opinião.
“Que delito comete minha família ao vir se reunir comigo, que crime comete o povo (hondurenho) ao querer se reunir na fronteira com a Nicarágua com o presidente?”, perguntou, em referência a si mesmo.
“Esperamos que a América Latina, de forma conjunta, que os presidentes que não querem levar golpes de Estado, condenem este golpe, mas que (também) nos ajudem a tirar os ditadores para que volte a paz”, insistiu.
Zelaya pernoitou pelo segundo dia em Ocotal, acompanhado por ministro das Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, além de seus colaboradores e um grupo de seguidores.
O líder deposto deve viajar ao posto de Las Manos, na fronteira entre Nicarágua e Honduras, para tentar, pelo terceiro dia consecutivo, voltar a seu país.
No posto de Las Manos, no lado nicaraguense da fronteira, Zelaya esperará entre hoje e amanhã sua esposa, Xiomara Castro, sua filha, Hortensia Zelaya, e sua mãe, Hortensia Rosales.
O lado hondurenho da fronteira é vigiado por membros do Exército e da Polícia de Honduras. As autoridades hondurenhas reiteraram que, se Zelaya entrar no país, será detido.