Arias declarou em entrevista coletiva que recebeu uma ligação de Micheletti pela manhã, depois uma da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e, por fim, uma de Zelaya, nas quais confirmaram que todos aceitavam sua mediação.
O presidente da Costa Rica convocou Zelaya e Micheletti a fim de realizar uma reunião em sua casa onde, disse Arias, haverá um “clima de confiança”.
O chefe de Estado costarriquenho afirmou que seu objetivo será não deixá-los ir embora até que cheguem a um acordo, e advertiu que as conversas podem continuar durante o final de semana caso seja necessário.
“Sinto satisfação em poder ajudar a solucionar um conflito que já deixou dois mortos”, disse Arias na entrevista coletiva realizada em sua residência, onde atendeu as ligações de Zelaya e Hillary.
O presidente costarriquenho destacou a possibilidade de “fazer algo para restaurar a normalidade e criar um clima de confiança para uma campanha política sem violência” em Honduras.
Desde o último dia 28, Honduras está imersa em uma profunda crise política, quando o Exército deteve Zelaya e o expulsou do país, para a Costa Rica. Horas depois, ele foi destituído pelo Congresso, que nomeou Micheletti como novo chefe de Estado.
A comunidade internacional rejeitou unanimemente o que considera como um golpe de Estado e exigiu o retorno de Zelaya ao poder.