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Mundo

Zelaya diz que Presidência não está em discussão em acordo com Micheletti

Arquivo Geral

02/11/2009 0h00





O governante deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou hoje que a crise política de seu país deverá ser superada com a revogação do golpe de Estado e que o cargo de presidente “não está em discussão” no acordo assinado com o Governo de fato de Roberto Micheletti.

“Não devemos retroceder neste avanço. Devemos conseguir sair desta crise revogando o golpe de Estado e incorporando a Honduras à democracia”, ressalta Zelaya em comunicado distribuído hoje à imprensa.

Derrubado em 28 de junho por militares, Zelaya acusou a comissão negociadora de Micheletti de distorcer alguns elementos do acordo assinado na sexta-feira passada, quando as representações de ambas as partes acordaram que o Congresso de Honduras será responsável por decidir sobre a restituição do presidente deposto.

Nesse sentido, Zelaya lembrou que o acordo assinado “tem por objetivo resolver a profunda crise vivida pelo povo hondurenho e atender aos mandatos incluídos nas resoluções das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos (OEA), tudo dentro do espírito do Plano Arias para reverter o golpe de Estado”.

Nesse sentido, destacou que o cargo do presidente de Honduras, “que o povo hondurenho constitucionalmente elegeu, não está em discussão” no acordo.

O Governo de fato já havia dito que “a restituição do senhor Zelaya não é automática” e que o pacto “não faz nenhum tipo de recomendação sobre qual decisão o Congresso deve tomar”.

Segundo o comunicado de Zelaya, “está em discussão no Congresso o fato de derrogar o decreto ilegal que destituiu o presidente e nomeou ilegalmente o presidente do Congresso como presidente de fato, o que foi condenado por todas as nações do mundo”.

Para o presidente deposto, o Congresso hondurenho “deve atuar com essa responsabilidade”.

“Nenhuma das partes deve usar de jogos sujos, estratégias dilatórias ou medidas que nos façam perder o crédito e o respeito que merecemos como povo perante a comunidade internacional”, disse.

Dos 12 pontos do acordo, Zelaya destacou que o quinto, relacionado ao Poder Executivo, “recolhe de forma precisa o espírito do acordo e assinala taxativamente o procedimento para reverter o golpe de Estado”.

“Qualquer interpretação fora deste contexto constituiria uma nova afronta ao povo hondurenho e à comunidade internacional”, opinou o presidente deposto.

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