“O novo governo que tomará posse em 27 de janeiro não poderá operar sem um acordo de governabilidade com todas as partes envolvidas nesse processo”, afirmou Zelaya à rádio hondurenha “Globo”. O líder deposto segue na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, cercada pela polícia e o exército desde 21 de setembro.
Segundo Zelaya, as últimas eleições “não têm legitimidade pelo alto número de abstenção, já que só 40% dos eleitores votaram”.
O presidente deposto também reiterou que a antes denominada Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado deve se transformar em uma plataforma de coordenação política.
Segundo o coordenador geral do movimento, Juan Barahona, este passou a se chamar, desde o último sábado, Frente Nacional de Resistência Popular.
Zelaya enfatizou que a Resistência não deve se transformar agora em um partido político, mas “em um eixo para coordenar e aglutinar as forças políticas progressistas”.
“A Resistência é a esperança para uma nova Constituição e para a instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte”, concluiu.