Hillary “me disse que eles mantêm sua posição de restituir o presidente, para dar um exemplo de que os golpes de Estado não são aceitos pelos Estados Unidos”, disse Zelaya, em declarações à “Rádio Globo”, e assegurou ter conversado com a secretária de Estado há três dias.
Uma missão americana liderada pelo secretário de Estado adjunto dos EUA para a América Latina, Thomas Shannon, e o conselheiro adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca para a região, Dan Restrepo, visita hoje Honduras, com o propósito de impulsionar o diálogo entre as partes sobre a crise política.
Além disso, uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) também está em Honduras para respaldar o reatamento do diálogo, dado por fracassado na sexta-feira passada por Zelaya.
“Eu queria que os EUA saíssem bem dessa situação, que sua liderança se fortalecesse na América Latina, assim como a liderança da OEA, de todos os países” da América Central e da América do Sul, disse Zelaya, em referência aos esforços para pôr fim à crise.
“Eu queria que o presidente (dos EUA Barack) Obama saísse bem desta gestão. Sei que há oposição de alguns membros do Partido Republicano para que o presidente Obama saia mal”, afirmou.
Zelaya insistiu em que deve ser feito de “tudo” para que estas missões se “saiam bem” e “a paz volte ao país, para que sejam legitimadas as eleições (de 29 de novembro) em Honduras”, que a comunidade internacional anunciou que rejeitará se o presidente deposto não for restituído.
O líder deposto reiterou que nenhum governante “vai reconhecer um regime gerado pela repressão”.
“Ninguém vai reconhecer o presidente que surgir de um sistema eleitoral fraudulento, com repressão, com perseguição política, com censura midiática”, disse.