“Para mim, com esse requerimento fiscal simples e ingênuo o que querem é pôr um manto sobre a verdade dos fatos que ocorreram em 28 de junho”, disse Zelaya por telefone da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está desde 21 de setembro do ano passado.
O MP apresentou hoje perante a Corte Suprema de Justiça (CSJ) um “requerimento fiscal”, que inclui o pedido de ordem de captura contra a Junta de Comandantes das Forças Armadas por abuso de autoridade e expatriação, que é proibida pela Constituição do país.
“Se sabiam que os militares tinham cometido um erro, o Congresso Nacional não podia me destituir, não tem nenhuma faculdade para me destituir. O que teria pedido era que retornasse diretamente a meu posto como presidente”, argumentou.
Segundo o Governo de fato, os militares derrubaram Zelaya em cumprimento de uma ordem de captura emitida por um juiz da CSJ como parte de um processo iniciado pelo MP contra o líder, por impulsionar um referendo sobre mudanças constitucionais.
Para Zelaya, o que houve foi uma “conspiração” entre o Congresso Nacional, a Corte de Justiça e o promotor-geral do Estado, Luis Rubí, com os militares para dar o golpe de Estado. “Eles são responsáveis juntos”, afirma.