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Mundo

Zelaya culpa Micheletti por <i>fracasso</i> de acordo

Arquivo Geral

06/11/2009 0h00

O Governo do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, declarou hoje “fracassado” o Acordo Tegucigalpa-San José diante da formação, pelo líder de facto, Roberto Micheletti, de um autodenominado “Governo de Unidade e Reconciliação” sem sua presença ou representante.


“Declaramos fracassado o acordo pelo descumprimento do regime de facto do compromisso que nesta data deveria ter organizado e instalado o Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, o que, por lei, deve ser presidido pelo presidente eleito pelo povo de Honduras, José Manuel Zelaya”, afirmou o Governo deposto em um pronunciamento.


“Não estamos dispostos a permitir a que roubem nossa democracia com este tipo de armadilhas”, afirmou o Governo de Zelaya no pronunciamento, lido por seu representante na Comissão de Verificação do acordo, Jorge Reina.


O líder deposto fez uma chamada aos países da Organização dos Estados Americanos (OEA) “a que se pronunciem sobre o que acontece com o Governo legitimamente eleito pelo povo hondurenho e continuem condenando e desconhecimento deste regime de facto” de Micheletti.


A razão do fracasso foi a formação de um Governo de unidade, que segundo o pactuado, devia estar instalado o mais tardar na quinta-feira e que tanto o presidente deposto como o de facto pretendiam liderar.


Finalmente, Micheletti formou um novo Gabinete após receber propostas de alguns partidos políticos, segundo disse, assim como de algumas organizações sociais afins.


“Nosso trabalho, nosso esforço, se vê hoje boicotado precisamente com as aspirações do senhor Micheletti ao querer presidir ele o Governo de Unidade e de Reconciliação”, afirmou Zelaya posteriormente em declarações a Rádio Globo.


“Me parece que isto não estava dentro do conceito do acordo e nem o espírito nem o conteúdo do acordo rezam essa pretensão que a considero totalmente absurda de uma pessoa que não foi reconhecida por nenhum Governo”, acrescentou.


O pronunciamento acusa ao presidente de facto de “boicotar” o acordo e qualificou a formação do que denominou “Governo de Unidade” de “burla” e “ardilosa contra aqueles que participavam do diálogo”.


Anunciou seu “total desconhecimento” do processo para as eleições presidenciais de 29 de novembro ao acusar ao regime de facto de preparar “uma grande fraude político-eleitoral”.


Para Zelaya, “todo o processo democrático vai ao chão”.


“Agora faremos um exame completo da situação para determinar uma conduta que leve a impedir que o povo de Honduras seja frustrado com eleições fraudulentas”, anunciou Reina.

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