Menu
Mundo

Zelaya considera que luta pode ser longa, diz assessor

Arquivo Geral

04/10/2009 0h00


O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, considera que a luta pela restituição ao poder pode ser longa e ressaltou a falta de diálogo do Governo de fato de Roberto Micheletti, disse hoje à Agência Efe, Rasel Tomé, um de seus assessores.

“O presidente segue firme na luta, que pode ser longa. Mas o objetivo principal é o respeito à democracia”, disse Tomé, companheiro de Zelaya na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde o governante está desde 21 de setembro.

Segundo Tomé, Zelaya e sua mulher, Xiomara Castro, estão bem na sede diplomática brasileira, isolada por militares e policiais.

O assessor ressaltou que pelo fato de nesta segunda-feira a resistência completar 100 dias se mantém firme à reivindicação ao regime golpista de retomar o diálogo e “retirar os militares do entorno da embaixada do Brasil, por fim aos assassinatos, à tortura e à repressão”.

Se não forem respeitados os três pontos básicos da proposta pelo presidente, não será reconhecido o processo eleitoral, marcado para 29 de novembro, acrescentou Tomé.

Segundo Carlos Eduardo Reina, Zelaya propôs a aprovação do Acordo de San José, mudanças na proposição do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e por último, que todas as mudanças sejam cumpridas com a fiança nacional e internacional.

“Até agora não vimos vontade do Governo de fato de Micheletti de querer assinar o Acordo de San José”, afirmou.


 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado