“Estou no aeroporto de San José (…), fui vítima de um sequestro brutal por parte de algum grupo de militares do Exército”, declarou Zelaya em entrevista à rede de TV multiestatal “Telesur”, retransmitida simultaneamente pela estatal venezuelana “VTV”.
“Estou aqui em San José como presidente de Honduras. Vou a Manágua (Nicarágua) como presidente de Honduras. Vou exigir os direitos do povo hondurenho (…). Meu mandato termina em 2010”, ressaltou Zelaya, que disse não ter pedido asilo à Costa Rica.
O chefe de Estado pediu aos soldados de seu país “que não permitam” que este “ultraje, este monstro” se concretize em Honduras. Ao povo, disse que “proteste sem violência” e exija com ” manifestações pacíficas o retorno” da legalidade e da democracia no país.
“Um Governo usurpador, que surge pela força, não pode ser aceito (…), não vai ser reconhecido por país algum”, acrescentou Zelaya.
O presidente de Honduras explicou que está de “pijama e meias” no aeroporto de San José, para onde foi levado de avião por militares.
Zelaya também agradeceu a “hospitalidade” das autoridades da Costa Rica e reiterou seu apelo para que os Governos da região se pronunciem a favor da democracia e da legalidade em Honduras.
O presidente exigiu ainda que a embaixada dos Estados Unidos “esclareça que não está por trás” do golpe em Honduras.
Em seguida, declarou ter certeza que um “grupo de militares”, e não todo o Exército, está envolvido no “complô” contra ele, preparado e executado por uma “elite” hondurenha “muito voraz”.
“A cúpula de militar me enganou, me ultrajou”, disse Zelaya.