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Mundo

Zapatero remodela Governo visando as próximas eleições

Arquivo Geral

06/07/2007 0h00

O presidente do Governo espanhol, ampoule o socialista José Luis Rodríguez Zapatero, healing mudou hoje quatro ministros de seu Governo, ampoule em uma decisão interpretada como o primeiro passo para a preparação das eleições gerais previstas para daqui a oito meses.

As mudanças, anunciadas pelo próprio Zapatero, afetam os Ministérios de Saúde, Cultura, Habitação e Administrações Públicas, e foram realizadas apenas 24 horas após a conclusão do debate sobre o Estado da Nação no qual o chefe do Executivo teve uma queda-de-braço com o líder da oposição, Mariano Rajoy, do que saiu vitorioso, segundo as pesquisas.

Rodríguez Zapatero disse que, com esta remodelação, pretende cumprir os compromissos eleitorais e preparar as alterações e os projetos da próxima legislatura, que começará em 2008.

A vice-presidente primeira do Governo, María Teresa Fernández de la Vega, destacou que estas mudanças demonstram que a legislatura ainda não terminou e tem um longo caminho pela frente.

Em seus ataques à gestão do Governo, Rajoy afirmou esta semana no debate sobre o estado da Nação que a legislatura de Zapatero estava “esgotada” e sugeriu uma antecipação das eleições, o que o chefe do Executivo descartou.

As nomeações incluem um prestigioso cientista, Bernat Soria, como ministro da Saúde, e o escritor e jornalista César Antonio Molina, aprovado por sua gestão à frente do Instituto Cervantes, onde ficou visível seu empenho em divulgar o espanhol.

A parlamentar Carme Chacón, com 36 anos, se torna a ministra mais jovem do Governo de Rodríguez Zapatero, no qual assumirá a pasta de Habitação no lugar de outra mulher, María Antonia Trujillo, que era a componente do Executivo pior avaliada pelos cidadãos.

Elena Salgado continua como ministra, mas muda de pasta, ao passar da Saúde para a Administrações Públicas, do qual Jordi Sevilla saiu.

Salgado aplicou com rigor uma campanha contra o tabaco, proibido nos locais de trabalho, bares e restaurantes, e tentou uma sanção similar com as bebidas alcoólicas, incluindo o vinho, o que colocou em pé de guerra o forte setor vinícola espanhol, que hoje não escondeu seu alívio com a mudança.

A destituição de Carmen Calvo como ministra da Cultura ocorre após os protestos do mundo do cinema contra seu projeto de lei para regulamentar o setor.

As mudanças alteram a paridade que Rodríguez Zapatero estabeleceu ao fazer a primeira lista de seu Governo, em abril de 2004, já que agora há nove homens e sete mulheres no Executivo.

Rajoy avaliou as alterações como “uma operação cosmética” e “irrelevantes”, porque o “crédito político não se recupera com as mudanças de quatro ministros”. Na sua opinião, a remodelação não resolve a “fraqueza estrutural” de um Governo “que perdeu a confiança”.

Segundo os resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisas Sociológicas, 43,9% dos espanhóis consideram que Zapatero venceu Rajoy no debate sobre o Estado da Nação, contra 16,5% que pensam o contrário.

No debate, muito significativo por ser o último da atual legislatura e devido à proximidade das eleições gerais, Zapatero deu um golpe de mestre ao anunciar, de surpresa, uma ajuda de € 2.500 (US$ 3.400) para cada família que tenha um filho a partir de 3 de julho, incluindo as imigrantes com residência legal.

Segundo os analistas, Zapatero se mostrou mais firme, seguro e agressivo que em outras ocasiões em seu confronto dialético com Rajoy, que concentrou seu discurso em torno da política do Governo com o grupo terrorista basco ETA, sobretudo na fracassada tentativa de buscar uma saída baseada no diálogo.

Após acusar o chefe do Executivo de “ter enganado os espanhóis”, o líder conservador exigiu que torne públicas as atas dos supostos contatos mantidos com representantes da organização terrorista, pedido que foi formalizado em uma proposta de resolução rejeitada por todos os demais grupos do Parlamento.

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