O presidente do Governo espanhol, store José Luis Rodríguez Zapatero, viagra 40mg pediu hoje durante seu discurso de posse no Congresso dos Deputados (Câmara Baixa) a confiança do Parlamento do país para um segundo mandato com um programa baseado em medidas para reduzir a desaceleração econômica.
Além disso, page Zapatero, membro do Partido Socialista (PSOE), ofereceu uma estratégia pactuada por todas as legendas para fazer frente ao grupo separatista basco ETA.
Durante 75 minutos, o dirigente espanhol delineou as linhas diretrizes de seu Governo para os próximos quatro anos perante o Congresso dos Deputados, que deve dar sua aprovação para que seja investido como chefe do Executivo.
O dirigente socialista reservou a primeira e maior parte de seu discurso para reconhecer que, embora a economia espanhola atualmente “esteja melhor do que em 2004”, a situação no contexto mundial é “menos propícia”.
Neste sentido, o presidente do Governo espanhol aludiu à “incerteza” dos cidadãos do país frente às turbulências financeiras internacionais e anunciou a adoção de medidas “imediatas e em médio prazo” para fazer frente ao panorama desfavorável.
Para Zapatero, as boas bases da economia espanhola “são um bom amortecedor, mas não são um muro que isola o país”. Com isso, previu que neste próximo mandato haverá um panorama de crescimento menor do que no anterior, mas fez questão de lembrar que este “não é um horizonte prolongado, mas transitório”.
O presidente do Governo espanhol anunciou medidas imediatas sobre a economia centradas no setor da construção civil, que sofreu uma forte deterioração nos últimos meses, e adiantou que acelerará a licitação de obras públicas e iniciará um plano de recolocação de desempregados da área.
O líder da oposição conservadora, Mariano Rajoy, em nome do Partido Popular (PP), a segunda maior legenda parlamentar, com 153 deputados, considerou que as medidas econômicas anunciadas “não são mais que remendos”.
Sobre outro dos grandes temas da política espanhola, a luta contra a organização terrorista ETA, o candidato socialista à Presidência do Governo propôs “criar uma estratégia antiterrorista de todos os grupos da Câmara”, o que foi interpretado por Rajoy como uma espécie de “retificação” de sua política anterior.
Zapatero disse que o grupo, que há mais de 30 anos procura a independência do País Basco pelas armas e já matou mais de 800 pessoas, “só tem um destino: pôr fim a sua barbárie criminosa definitiva e incondicionalmente”.
Boa parte da política de oposição do líder do PP no último mandato do chefe do Governo espanhol se centrou na rejeição frontal à política de Zapatero para com a ETA, principalmente no fracassado processo de diálogo iniciado com a organização após o cessar-fogo declarado em março de 2006.
Rajoy se declarou hoje “predisposto” a obter acordos com Zapatero sempre que o socialista esclarecer os objetivos e os procedimentos a serem seguidos para tais pactos.
Ele também pediu um especial protagonismo para seu partido e propôs que estas condições se estendessem aos quatro grandes assuntos nos quais Zapatero sugeriu estabelecer pactos de Estado: a luta contra ETA, o modelo de Estado, a política externa e a reforma judicial.
Em matéria antiterrorista, Rajoy especificou que qualquer eventual acordo deve “anular toda a esperança para os assassinos”, levar em conta as vítimas e garantir que não voltará a haver mudanças nessa política até a derrota definitiva da ETA.
O dirigente opositor confirmou que seu partido votará amanhã contra a posse de Zapatero como presidente do Governo por um segundo mandato.
O Partido Socialista, com 169 deputados, não tem os assentos suficientes para assegurar a maioria absoluta (176 votos) da qual Zapatero precisa para ser investido presidente do Executivo espanhol em uma primeira rodada.
Se não for eleito na primeira votação de quarta-feira, ele será submetido a uma segunda na sexta-feira, na qual só precisará de maioria simples, assegurada com o grupo socialista.