O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou hoje, durante o discurso que fez no Parlamento para explicar a estratégia econômica do Executivo, que o país demorará a digerir as consequências da crise econômica.
Para o chefe do Governo, alguns dos piores efeitos da crise na Espanha, como o forte desemprego e as dificuldades enfrentadas pelo setor empresarial, durarão algum tempo após o início da recuperação.
Porém, Zapatero destacou que o pior da recessão já passou, o que “não significa, em absoluto, que a recuperação já começou” ou vá ter seu ponto alto em breve.
Diante deste panorama, ele defendeu a continuidade dos planos de estímulo econômico e a reforma do sistema financeiro, além da oferta de garantias sociais, para que ninguém fique sem chances “individuais e coletivas de bem-estar”.
Como já era previsto, Zapatero também anunciou o aumento dos impostos. Segundo o chefe do Executivo, esta alta ajudará o Governo a reequilibrar o Orçamento e a manter os investimentos nos setores sociais e produtivo.
Rejeitando a proposta de Zapatero, o líder da oposição conservadora e presidente do Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, criticou o aumento dos impostos e afirmou que “não há alta capaz de tapar o rombo” que o Executivo espanhol criou.