Yushchenko e Bush abordarão assuntos como a incorporação da Ucrânia ao Plano de Ação da Otan, considerado a ante-sala do bloco, a segurança energética e a cooperação comercial, assegurou em entrevista coletiva Irina Vanníkova, porta-voz do líder ucraniano.
Os líderes também falarão sobre a segurança na região do Mar Negro e a solução dos conflitos separatistas no espaço pós-soviético, em particular o da região moldávia da Transnístria, limítrofe com a Ucrânia.
“Logo após a conclusão da visita do presidente americano, Yushchenko viajará para Bucareste”, disse.
Yushchenko assegurou na semana passada que aproveitará a visita de Bush “para fazer valer mais uma vez seus argumentos, já que (o Plano de Ação) é uma decisão muito simbólica e necessária para o país”.
“Nem um único país-membro se pronunciou contra o acesso da Ucrânia ao plano. Atualmente não temos rivais neste processo”, disse.
Recentemente, Yushchenko destacou que a Constituição ucraniana proíbe expressamente o desdobramento de bases estrangeiras no território do país, em alusão à ameaça de Moscou de apontar seus foguetes para a Ucrânia, caso o país receba bases aliadas ou elementos do escudo antimísseis dos EUA.
No marco bilateral, ambos os líderes falarão sobre o plano de cooperação para o biênio 2008-2009, que inclui terrenos como a energia nuclear, o espaço ou e a aeronáutica, entre outros.
Bush, que iniciará sua visita à Ucrânia em 31 de março, e também assistirá à cúpula da Otan, expressou em diversas ocasiões seu apoio à entrada da Ucrânia e também da Geórgia na Aliança.
No entanto, entre os membros europeus da Otan não há unanimidade a esse respeito, e vários países, como a Alemanha e a Espanha, consideram que ainda é prematuro falar sobre o assunto.
A Rada Suprema (Legislativo) aprovou em 6 de março uma resolução que estabelece que a receita da Ucrânia na Otan deve ser adotada através de um plebiscito.
O problema está na data, já que o pró-russo Partido das Regiões é favorável à sua convocação imediata, ao tempo que a primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Timoshenko, por sua vez, se manifestou a favor da realização de uma consulta popular após uma ampla campanha informativa.
Por sua parte, Yushchenko acredita que o plebiscito não deve ser convocado até que a Otan convide formalmente a Ucrânia a ingressar.