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Wen Jiabao reivindica que UE reconheça China como economia de mercado

Arquivo Geral

09/09/2009 0h00

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, reivindicou que a União Europeia (UE) reconheça à China como economia de mercado, o que repercutiria favoravelmente nas relações entre as duas partes.

Segundo a agência oficial “Xinhua”, o primeiro-ministro chinês fez este pedido durante seu encontro com o ministro para Negócios do Reino Unido, Peter Mandelson, que está em visita oficial à China.

“A UE deve reconhecer o status da China como economia de mercado o mais rápido possível. Isto será decisivo nas relações entre China e a UE, para liberalizar o comércio e para o crescimento mundial”, declarou Wen.

Em 2004, a Nova Zelândia foi o primeiro país a considerar a China oficialmente como uma economia de mercado. Atualmente, mais de 70 países adotam a mesma postura, como Rússia, Austrália e Coreia do Sul.

No entanto, nem os Estados Unidos, nem a União Europeia, os dois maiores parceiros comerciais de Pequim, o fizeram.

Mandelson não falou sobre o assunto e se limitou a assegurar que o Reino Unido quer fortalecer e melhorar a coordenação em políticas macroeconômicas e a cooperação com a China.

O ministro visita Pequim ao mesmo tempo em que a atual comissária de Comércio da UE, Catherine Ashton, que atacou a China hoje em discurso na Universidade de Negócios Internacionais e Economia de Pequim (UIBE, na sigla em inglês).

Ashton lamentou os problemas enfrentados pelas exportações europeias na China, entre os quais citou a violação de direitos de propriedade intelectual.

“Os obstáculos no comércio entre a UE e China são cada vez mais intangíveis. Há barreiras não tarifárias que aparecem a partir de distintas tradições e padrões”, afirmou Ashton.

“O fato de que a UE é o maior destino das exportações chinesas e de que China é a principal fonte de importações europeias falam do grau de nossa abertura”, declarou a comissária.

Ashton criticou o gigante asiático por seu protecionismo e lembrou que a UE ainda vende mais produtos à Suíça, que tem apenas dez milhões de habitantes, do que à China, cuja população passa de 1,3 bilhão.

Apesar do bom desenvolvimento das relações econômicas, em 2008, China e UE viveram sérias tensões políticas, sobretudo durante a Presidência rotativa francesa.

Em dezembro, Pequim cancelou uma cúpula China-UE como demonstração de sua desaprovação a uma reunião entre o chefe de Estado da França, Nicolas Sarkozy, então presidente rotativo da UE, com o Dalai Lama.

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