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Mundo

Wen Jiabao pede diminuição da tensão na península coreana

Arquivo Geral

30/05/2010 12h16

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse hoje em entrevista coletiva ao término da cúpula trilateral com Coreia do Sul e Japão que se deve diminuir a tensão na península coreana para evitar choques.

 

Wen disse que a China trabalhará a favor da paz e da estabilidade na região para acabar com a tensão criada pelo afundamento do navio sul-coreano “Cheonan”, que causou em março 46 mortes, que a Coreia do Sul atribuiu à Coreia do Norte.

 

A cúpula de dois dias entre Coreia do Sul, Japão e China terminou hoje na ilha sul-coreana de Jeju marcada pelo aumento da tensão entre as duas Coreias e as tentativas de Seul e Tóquio para que Pequim adote uma postura crítica em relação a seu aliado norte-coreano.

 

Segundo a agência sul-coreana “Yonhap”, a Coreia do Sul planeja apresentar o incidente do “Cheonan” ao Conselho de Segurança das Nações Unidas na próxima semana, para o que recebeu o apoio do Japão, enquanto a China, que tem poder de veto, não se pronunciou.

 

O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, pediu que os três países para manterem uma “sábia cooperação” em relação ao incidente do “Cheonan”, algo com o que o primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, concordou, definindo o assunto como um “sério problema”.

 

O primeiro-ministro chinês se manteve cauteloso estes dois dias de cúpula na hora de falar da autoria do ataque, um dos mais graves desde que a Guerra da Coreia (1950-53) terminou, mas afirmou que é “crucial diminuir a tensão para, especialmente, evitar choques”.

 

Wen, que chegou à Coreia do Sul na sexta-feira, disse que a China manterá uma “comunicação e coordenação apropriada” e trabalhará a favor da paz e da estabilidade, já que é do interesse de seu país e de todo nordeste asiático.

 

Lee disse que a resolução da crise derivada do ataque ao “Cheonan” é uma “tarefa importante para a comunidade internacional”.

 

Por sua parte, Hatoyama assegurou que após estes dois dias de reuniões os três países concordam que a gestão da crise com a Coreia do Norte, que negou seu envolvimento no afundamento, é crucial para a estabilidade na região.

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