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Wall Street fecha em alta após acordo comercial entre Vietnã e EUA

O índice Nasdaq avançou 0,94% e o ampliado S&P 500, 0,47%. O Dow Jones, por sua vez, fechou praticamente estável, em leve baixa de 0,02%

Redação Jornal de Brasília

02/07/2025 20h55

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Uma pessoa caminha perto da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em Wall Street em 17 de março de 2025 na cidade de Nova York. (Foto de ANGELA WEISS / AFP)

A Bolsa de Valores de Nova York fechou com tendência de alta nesta quarta-feira (2), otimista após o anúncio de um acordo comercial entre Estados Unidos e Vietnã, uma semana antes de entrarem em vigor as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.

O índice Nasdaq avançou 0,94% e o ampliado S&P 500, 0,47%. O Dow Jones, por sua vez, fechou praticamente estável, em leve baixa de 0,02%.

Trump anunciou nesta quarta-feira que fechou um acordo que prevê tarifa “zero” para os produtos americanos que entrem no Vietnã e, em contrapartida, uma sobretaxa de ao menos 20% para as exportações vietnamitas aos Estados Unidos.

Prevê-se que o acordo aumente significativamente o preço de calçados e artigos de vestuário que o país do sudeste asiático exporta em grandes quantidades aos Estados Unidos.

Mas, aparentemente, este foi o preço que Hanói teve que pagar, já que se livrou da ameaça de uma sobretaxa ainda mais severa, de 46%.

“Pouco a pouco”, Washington está chegando a “acordos com Canadá, Vietnã, Reino Unido […] assim que é bom que outro país tenha chegado a um acordo com os Estados Unidos, o que aliviará as tensões”, declarou à AFP Sam Stovall, da CFRA.

Este anúncio provocou avanços no setor de vestuário, com Nike (+4,11% a US$ 76,43), Under Armour (+1,93%, para US$ 6,87) e lululemon athletica (+0,48%, para US$ 246,30) em alta.

O mercado recebeu com pouca satisfação o índice de emprego privado de junho. Os Estados Unidos perderam inesperadamente postos de trabalho, segundo dados publicados nesta quarta por ADP/Stanford Lab.

“O otimismo também se vê atenuado” pelo fato de que o megaorçamento impulsionado por Trump “enfrenta forte resistência na Câmara dos Representantes devido à falta de cortes de gastos”, disse José Torres, da Interactive Brokers.

Entre as ações do dia, a fabricante de automóveis Tesla subiu 4,97%, para US$ 315,65 por ação, após publicar suas vendas mundiais, que estiveram em linha com as expectativas dos analistas.

© Agence France-Presse

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