O Tungurahua, situado no centro andino do Equador, “continua apresentando altos níveis de atividade e, por isso, existe a possibilidade de que esta evolua para uma ação mais intensa nos próximos dias”, indica o último relatório do Instituto.
Nas últimas 24 horas foram registrados 110 sismos leves de “longo período”, relacionados ao movimento de fluidos no interior da montanha, e 114 explosões de intensidades moderadas e leves.
A instituição observou na rede de vigilância eletrônica que existe no Tungurahua 67 episódios de abalos, ou tremores leves, relacionados à emissão de gases e cinzas, e cinco de “tremores harmônicos”, gerados pela pressão interna de fluidos.
As explosões e algumas emissões de gás e cinza foram acompanhadas de fortes ruídos, um dos quais foi ouvido a treze quilômetros de distância.
A explosão também foi sentida na localidade de Palitahua, como uma vibração do solo, acrescentou o relatório do Instituto, que reporta a queda de cinza nas zonas de Bilbao, Manzano e Choglontús, localizadas no flanco sudoeste da montanha.
O governo do Equador pediu na sexta-feira à noite à população que vive nas zonas vizinhas ao Tungurahua, consideradas de risco, que saia da região voluntariamente, perante o aumento da atividade vulcânica e como medida de prevenção.
O Tungurahua, de 5.029 metros de altitude e situado 135 quilômetros ao sudeste de Quito, iniciou seu atual processo eruptivo em 1999 e, desde então, combinou períodos de alta atividade com lapsos de relativa calma.