As eleições primárias da “superterça” foram uma demonstração de poder do voto latino, pharm que está em alta em todo o país e foi o ponto-chave para a democrata Hillary Clinton e o republicano John McCain.
Hillary e seu rival, website o senador Barack Obama, search reconheceram o valor desta minoria e fizeram um esforço especial para levar sua mensagem aos hispânicos nos estados nos quais os mesmos têm maior presença.
Nas primárias democratas da Califórnia, cerca de 70% dos latinos votaram na ex-primeira-dama, dando-lhe a vitória no estado, que é considerado o mais valioso de todos por seu grande número de delegados.
Hillary conquistou 56% votos no Novo México e 55% no Arizona, outros dois dos estados com grande presença latina.
Segundo Rodolfo de la Garza, professor de Ciências Políticas da Universidade de Columbia, a razão para o sucesso de Hillary entre os hispânicos é a familiaridade que os latinos têm com a senadora e com seu marido. “Lembram-se de Bill Clinton e não conhecem Obama”, afirmou.
Outra explicação é que os latinos não estariam dispostos a votar em um negro, teoria apresentada por Sergio Bendixen, um pesquisador que trabalha para Hillary, e que levantou um grande número de protestos.
Não há dúvidas de que nas primárias de ontem, nas quais aconteceram votações em 24 estados, os hispânicos mostraram que ganharam influência na arena política americana.
Na Califórnia, 30% dos eleitores democratas foram latinos, enquanto no lado republicano eles tiveram uma representação de 13%, disse Louis DeSipio, professor da Universidade da Califórnia em Irvine.
Em nível nacional, entre 10,5% e 11% dos eleitores nas eleições gerais de novembro serão hispânicos, afirmou Thomas Mann, analista da Instituição Brookings. Em 2004 eles eram 8,5%.
No lado republicano, estes números devem criar preocupação, afirmam os analistas.
Uma grande parte do partido rejeita qualquer medida para regularizar os trabalhadores clandestinos e a ela apelaram os pré-candidatos Mitt Romney e Mike Huckabee.
Suas duras medidas contra a imigração assustaram inclusive muitos latinos legalizados, que as vêem como xenofobia.
McCain desbancou seus oponentes entre os hispânicos por seu apoio à reforma migratória, de acordo com os analistas, embora o voto latino seja menos importante nas primárias republicanas do que nas democratas, pois constitui uma percentagem menor do total.
Isto não significa automaticamente um golpe mortal para a candidatura republicana. Os latinos se concentram em estados pouco significativos para esse partido, como Califórnia, Nova York e Illinois.
O voto dos hispânicos terá mais importância na Flórida, Nevada, Colorado e Novo México, estados disputados pelos dois partidos.
A superterça demonstrou que nenhum candidato americano pode se dar ao luxo de ignorá-los.