FÁBIO PESCARINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Três voos que partiram do Brasil neste sábado (28) para o Qatar e para os Emirados Árabes tiveram de retornar ao país em virtude das restrições aéreas no Oriente Médio em meio aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã..
Um voo da companhia aérea Emirates, que durante a madrugada decolou para Dubai do aeroporto do Galeão, voltou ao Rio de Janeiro na tarde deste sábado. A previsão era de que o Boeing 777 do voo 0247 chegasse às 15h55, mas só aterrissou 20 minutos depois.
No aeroporto internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, um Airbus A380 da mesma empresa, que decolou para Dubai a 1h30, pousou de volta pouco antes das 15h.
O mesmo voo está programado para a madrugada deste domingo para os Emirados Árabes. O painel do aeroporto tinha confirmação do status por volta das 16h30. Questionada se haverá mudanças em outras decolagens, a companhia aérea não confirmou até a publicação deste texto.
Às 17h35 está programada a chegada do voo 0261 da Emirates, vindo de Dubai. Assim, curiosamente, a empresa terá dois Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, estacionados no pátio de Guarulhos.
Outro voo que retornou ao aeroporto internacional da Grande São Paulo foi da companhia aérea Qatar Airways, que decolou para Doha, mas pousou de volta no começo da tarde deste sábado.
A partida do voo do início da madrugada deste domingo consta com status de previsto no painel do aeroporto.
Um voo da empresa, programado para às 20h25 para Doha, foi cancelado.
Segundo o site Aeroin, mais de 50 voos semanais entre a América Latina e o Oriente Médio estão ameaçados.
Ao todo, diz o Aeroin, são oferecidos 18.484 assentos por semana em direção a seis rotas operadas pelas Companhias Emirates e Qatar Airwais.
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro recomenda para que as pessoas não viagem para 11 países da região do Oriente Médio: Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque. Líbano, Palestina e Síria.
O ATAQUE
A ação, chamada de Operação Fúria Épica pelos EUA e Leão Rugindo por Israel, ocorreu mesmo depois de ter sido marcada uma quarta rodada de negociações entre americanos e iranianos acerca do programa nuclear de Teerã, que o presidente Donald Trump disse querer ver desmantelado completamente.
Em um vídeo divulgado na sua rede Truth Social, Trump sugeriu a derrubada do regime, instando os moradores a tomar os prédios governamentais. Em janeiro, ele havia prometido ajudar manifestantes reprimidos brutalmente por Teerã, mas recuou e passou a focar a questão nuclear.
“Há pouco, os militares dos EUA iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iranianos. Um grupo vicioso de pessoas terríveis”, disse o republicano. “Entreguem suas armas ou enfrentem a morte certa.”
Teerã revidou e lançou mísseis em direção ao território israelense e a bases americanas no Oriente Médio.
A informação foi confirmada pela Forças de Defesa de Israel e pelo Irã, via as agência de notícias estatais Tasnim e Fars.
De acordo com a agência estatal Tasnim, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que a primeira onda de ataques com mísseis e drones foi lançada como resposta aos ataques. Foram alvo bases americanas no Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Fortes explosões foram ouvidas nesses locais.
Pelo menos uma pessoa morreu em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, de acordo com a mídia local.