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Voltar à Venezuela não está ‘no topo’ das prioridades da petrolífera TotalEnergies

Patrick Pouyanné afirma que grupo francês só avalia possível volta à extração de petróleo com “quadro claro” de investimentos, apesar dos apelos de Trump por capital privado no país sul-americano

Redação Jornal de Brasília

13/01/2026 14h08

Foto: AFP

Foto: AFP

O presidente executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, assegurou, nesta terça-feira (13), que um eventual retorno do grupo francês à extração de petróleo na Venezuela não está “no topo” de suas prioridades.

Após a captura de Nicolás Maduro, o presidente americano, Donald Trump, conclamou altos executivos do setor petrolífero a investirem para relançar a produção de petróleo da Venezuela, que sofre de uma falta crônica de investimento.

Perguntado sobre suas perspectivas no país sul-americano durante uma conferência em Abu Dhabi, Pouyanné respondeu que o grupo iria “analisar a questão”, mas que era necessário contar com um quadro “claro” para poder investir.

“Para ser sincero, não está no topo da minha lista de prioridades”, ressaltou o presidente executivo da gigante energética francesa, que se retirou da Venezuela em 2022, assim como outras empresas.

A operação militar americana que derrubou Nicolás Maduro na semana passada mudou radicalmente o cenário no país e as expectativas para a economia, após anos de sanções americanas.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, denunciou uma “agressão criminosa”, mas assegurou que a enfrentará pela “via diplomática” e que está avaliando retomar vínculos com Washington.

Trump, por sua vez, afirma que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do planeta.

O mandatário americano assegurou que terá controle sobre as vendas de petróleo venezuelano e que escolherá as empresas americanas que vão reativar a indústria com investimentos de até 100 bilhões de dólares (cerca de 537,5 bilhões de reais).

A produção de petróleo, que atingiu 3,5 milhões de barris diários em seu auge há 25 anos, caiu hoje, na Venezuela, para 1 milhão de barris.

“Voltar a três [milhões de barris por dia] (…) levará anos”, estimou Pouyanné. “Não estou convencido de que terá um impacto direto no mercado em 2026”, acrescentou.

AFP

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