“A população e as autoridades do Governo de fato se darão conta de que após três meses (do golpe de Estado que derrubou Zelaya) não há um só país que os reconheça”, declarou o secretário-geral em entrevista coletiva concedida em Nova York, onde se encontra para os debates da Assembleia Geral da ONU.
Segundo Insulza, o evento será utilizado para a realização de contatos entre Governos e organizações com o objetivo de buscar uma solução para a crise hondurenha.
O secretário-geral da OEA revelou que fez contatos hoje com Zelaya e as autoridades de fato do país para promover um diálogo que conduza a um acordo pacífico e ao retorno da democracia em Honduras.
Insulza destacou que pediu a ambos os lados garantias de respeito à Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde Zelaya está refugiado desde ontem.
Nesse sentido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje em Nova York que pediu a Zelaya para que se mantenha tranquilo e que não dê argumentos para uma possível invasão da sede diplomática brasileira.
Sobre sua frustrada tentativa de viajar a Honduras por causa do fechamento dos aeroportos internacionais do país, Insulza declarou que não irá a território hondurenho até que “haja garantias de poder realizar um trabalho de mediação”, porque não quer “contribuir para o enfrentamento”.
Segundo o secretário-geral da OEA, a missão da entidade nas próximas horas será conversar com diplomatas e autoridades dos diferentes Governos presentes na reunião das Nações Unidas para buscar “uma saída pacífica”.
“Não há conflito armado e esperamos que não o haja”, concluiu Insulza.