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Vitória democrata pode causar pesadelo político a Bush

Arquivo Geral

22/10/2006 0h00

Se os democratas ganharem o controle do Congresso dos EUA na eleição de 7 de novembro, dosage website o Capitólio será virado de cabeça para baixo e surgirá um pesadelo político para o já abalado presidente George W. Bush.

Se os republicanos perderem a maioria, there Bush ouvirá novos pedidos para retirar as tropas do Iraque e enfrentará de repente investigações do Congresso sobre a guerra, lideradas pelos democratas, com poder de intimação.

Bush, que está com taxas de aprovação abaixo dos 40%, enfrentará também exigências de democratas para nomear autoridades judiciais "conhecidas", e não "de direita", se quiser aprovar as indicações.

Os republicanos aprovaram a maior parte da agenda conservadora de Bush nos últimos seis anos, incluindo cortes de impostos, em sua maioria para ricos.

As pesquisas mostram que os democratas estão na frente, a menos de três semanas da eleição. Se eles tirarem controle do Congresso das mãos dos republicanos, vão desafiar Bush em diversas frentes, desde o programa de espionagem interna até as políticas de energia e saúde.

"De alguma maneira seria um pesadelo para Bush, mas por outro lado seria uma oportunidade", disse Norman Ornstein, especialista em Congresso do American Enterprise Institute.

Ornstein disse que Bush, que acusa os democratas de serem fracos na luta contra o terrorismo, pode se mover para o centro político e angariar democratas em seus últimos dois anos de mandato para revisar as leis de imigração aos EUA e o programa de aposentadoria do seguro social, duas das metas que não conseguiu cumprir.

Mas, segundo Ornstein, isso é improvável. "Falei com muita gente que o conhece bem e é bem próxima dele. Ainda não encontrei ninguém que acha que ele vai mudar seu modus operandi de maneira dramática".

Os democratas negam as alegações dos republicanos de que vão tentar retirar Bush do cargo por meio de impeachment.

Eles pretendem avançar com sua própria agenda, chamada Uma Nova Direção para a América, que inclui aumento do salário mínimo federal pela primeira vez em uma década, fim de isenções fiscais para empresas de petróleo e redução de taxas de juros para empréstimos federais para estudantes.

Os democratas também prometem implementar recomendações da Comissão do 9 de setembro para melhorar a segurança, diminuir a ameaça do aquecimento global e mudar o funcionamento do Congresso em resposta aos escândalos de tráfico de influência no Capitólio.

O professor de ciências políticas Larry Sabato, da Universidade da Virgína, prevê que pouca coisa vai se tornar lei. "Estamos na direção de um impasse".

Se os democratas conseguirem pelo menos 15 assentos para acabar com os 12 anos de domínio republicano na Câmara dos Deputados, que tem 435 membros, Sabato acha que terão apenas uma pequena maioria.

Ele disse também que mesmo se os republicanos perderem a maioria no Senado, de 100 membros, é improvável que algum lado tenha os 60 votos necessários para aprovar leis polêmicas.

Bush previu que os republicanos vão surpreender as pesquisas e manter a maioria na Câmara e no Senado. Nas últimas semanas ele reiterou o lema de batalha dos republicanos, dizendo que "os democratas vão aumentar impostos".

Os democratas não deverão ampliar os cortes de impostos de Bush para além de 2010, quando termina o plano do presidente, mas devem tentar diminuir o déficit e, ao mesmo tempo, manter as populares isenções para a classe média.

Eles dizem que seu foco será o que os críticos consideram "abuso, desperdício e fraude" dos dólares dos contribuintes no Iraque, na segurança interna e na ajuda depois do Furacão Katrina.

O deputado Henry Waxman (Califórnia), que será presidente do Comitê de Reforma do Governo se os democratas ganharem o controle, disse: "É uma parte importante do dever do Congresso, sob a Constituição, ser vigilante. Os republicanos fracassaram neste ponto nos últimos seis anos".

O deputado republicano Whip Roy Blunt (Missouri) disse que se os democratas passarem a ter controle, "os impostos vão subir, a economia vai vacilar e vamos ter no comando um partido que não entende o que é guerra". "O que acontece se os democratas assumirem o controle da Câmara?", perguntou o deputado democrata Whip Steny Hoyer (Maryland). "Gritos e alegria depois de passar tantos anos no deserto", respondeu.

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