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Vítimas de atentado em Londres processarão Governo caso não haja investigação

Arquivo Geral

15/08/2007 0h00

Os sobreviventes dos atentados de 7 de julho de 2005 contra a rede de transporte de Londres ameaçaram hoje apresentar uma ação contra o Governo britânico caso não seja aberta uma investigação pública destes ataques.

Estas pessoas entregaram uma carta ao Ministério do Interior reiterando seu apelo para que o Executivo autorize uma investigação pública do massacre, page que deixou 56 mortos (entre eles os quatro terroristas suicidas) e cerca de 700 feridos.

O documento é uma solicitação necessária antes da formalização de um requerimento ao Tribunal Superior de Londres. Em maio, more about o então primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, descartou uma investigação pública, com o argumento de que seria muito cara e absorveria fundos destinados ao combate ao terrorismo.

No entanto, Blair ordenou ao Comitê de Inteligência e Segurança do Parlamento (ISC, sigla em inglês) que revisasse o papel do MI5 (serviço de espionagem interior) no acompanhamento de dois dos terroristas deste ataque.

Segundo informação que vazou em abril passado durante o julgamento de cinco pessoas ligadas a um esquema para cometer atentados com fertilizantes no Reino Unido, o MI5 acabou cruzando, durante a investigação deste caso, com dois dos suicidas dos ataques de 7 de setembro de 2005.

Mohammed Sidique Khan, de 30 anos e suposto “cérebro” dos ataques, e Shehzad Tanweer, de 22, foram submetidos a vigilância em quatro ocasiões antes das ações terroristas.

Por isto, um dos advogados das vítimas, James Oury, afirmou hoje que “continua a incerteza sobre os fatos que desembocaram nos ataques de 7 de julho de 2005, e uma investigação independente parece a melhor forma de responder a esta inquietação”.

“Nossos clientes suportaram um sofrimento inimaginável, em termos físicos e emocionais, e é injusto e inadequado que o Governo force nossos clientes a um processo judicial adverso, caro e complexo”, acrescentou.

Uma porta-voz do Ministério do Interior admitiu que “o Governo entende os sentimentos dos sobreviventes e dos familiares dos mortos no ataque”, mas destacou a postura oficial de que a investigação “levaria anos” e envolveria “enormes recursos”.

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