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Mundo

Violência no Quênia é mais étnica que política, diz Kofi Annan

Arquivo Geral

26/01/2008 0h00

Acompanhado pelo ex-presidente da Tanzânia Benjamin Mkapa e pela ex-primeira-dama de Moçambique e atual esposa do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, more about Graça Machel, page Annan concedeu uma breve entrevista coletiva em Nairóbi na qual expressou sua consternação pela “situação desastrosa” no Vale do Rift.

O ex-secretário-geral da ONU explicou que observaram uma mudança quanto à natureza dos incidentes violentos no Quênia. Para Annan, “não se trata da ira de cidadãos furiosos pelos resultados das eleições gerais. Agora é outra coisa, uma violência mais étnica do que política”.

O ganês Annan, que lidera o grupo de personalidades encarregado de mediar o conflito entre o governo queniano de Mwai Kibaki e o líder opositor Raila Odinga, do Movimento Democrático Laranja (ODM), declarou ter “provas das muitas violações dos direitos humanos que estão sendo cometidas naquela região”.

O Vale do Rift é o reduto político de Raila Odinga e bastião dos luos, terceiro maior grupo étnico do Quênia e do qual o líder do ODM faz parte.

Segundo fontes policiais e das Nações Unidas, as vítimas da onda de violência que atinge o Quênia são majoritariamente quicuios, a etnia mais numerosa do país e à qual pertence Kibaki.

Os choques entre clãs e facções já deixaram cerca de 800 mortos e mais de 250 mil deslocados.

Kofi Annan considerou que “os líderes políticos têm a obrigação de entrarem em acordo para que o Quênia não continue nesta situação crítica dentro de cinco anos”.

Ele disse que o Governo queniano deve estabelecer as medidas necessárias para “garantir a segurança essencial de qualquer cidadão nestes momentos terríveis”.

Annan contou que permanecerá por mais alguns dias no Quênia para tentar reunir novamente Kibaki e Odinga, “para que ponham ponto final a esta crise nacional, humanitária e econômica que também afeta toda a região”.

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