O vice-presidente e ministro da Defesa da Venezuela, Ramón Carrizález, renunciou aos cargos por motivos “estritamente pessoais”, informaram hoje veículos de imprensa locais citando fontes oficiais.
A saída de Carrizález “não ocorre por nenhuma divergência em decisões de Governo” e “qualquer versão distinta é falsa e tendenciosa”, disse o próprio em comunicado oficial.
Com a mesma justificativa de motivos “estritamente pessoais” a ministra do Meio Ambiente e esposa de Carrizález, Yuribí Ortega, também deixou seu cargo, informou a imprensa local.
Carrizález e Ortega “estão elaborando as atas de entrega de seus respectivos cargos e à espera de novas nomeações”, de acordo com as informações divulgadas pela imprensa privada venezuelana.
Os mesmos veículos disseram, citando “fontes militares”, que o general Carlos Mata Figueroa, atual chefe do Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional, assumiria o Ministério da Defesa.
Até o momento, nenhum porta-voz governamental ou veículo de imprensa estatal venezuelano confirmou a notícia da renúncia de Carrizález, que assumiu a Vice-Presidência em 2008 e o Ministério da Defesa em março de 2009.
Carrizález, um militar da reserva de 58 anos, é considerado como um dos homens mais próximos ao presidente venezuelano, Hugo Chávez.
Ao longo do Governo de Chávez, Carrizález ocupou diversos cargos, entre eles a chefia dos ministérios de Infraestrutura e Habitação, além da Vice-Presidência e da pasta de Defesa.