Segundo um comunicado da Presidência, a renúncia foi aceita pelo presidente costarriquenho, Óscar Arias, que lamentou a decisão de Casas.
“Lamento perder um de meus melhores ministros. O Governo perdeu uma pessoa capaz, eficiente e muito trabalhadora”, ressaltou.
A renúncia de Casas ocorre após a explosão de um escândalo depois da publicação de um memorando que ele e o deputado governista Fernando Sánchez enviaram ao presidente em 29 de julho com recomendações para a campanha a favor do Tratado de Livre-Comércio (TLC) com os EUA, visando o referendo de 7 de outubro.
Casas e Sánchez afirmavam, entre outras coisas, que deveria ser promovida uma “campanha do medo” sobre as conseqüências de não aprovar o tratado comercial e recomendavam vincular os líderes costarriquenhos que se opõem ao TLC aos presidentes de Cuba, Fidel Castro; Venezuela, Hugo Chávez, e da Nicarágua, Daniel Ortega.
Eles também propunham pressionar os prefeitos governistas para que o TLC saísse vencedor em suas comunidades, já que, caso contrário, não receberiam verbas federais.
A Corte Suprema de Eleições ordenou uma investigação para determinar se a campanha do “sim” vem colocando em prática estas “recomendações”.