O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, viajou hoje ao Haiti com uma delegação de seu país para entregar ajuda humanitária aos desabrigados do terremoto ocorrido na terça-feira passada.
García Linera partiu para o Haiti a partir da cidade boliviana de Santa Cruz (oriente), em lugar do presidente Evo Morales, que, no sábado, tinha antecipado sua intenção de viajar a Porto Príncipe para entregar a ajuda.
Em entrevista coletiva em La Paz, Morales confirmou hoje a partida de seu vice-presidente e lamentou que o “excesso de agenda” tenha impediso que ele viajasse pessoalmente ao Haiti.
Com a ajuda enviada, “esperamos, desta maneira, contribuir solidariamente com as vítimas do terremoto do Haiti”, disse o líder boliviano.
Antes de partir, o vice-presidente destacou que o envio humanitário consiste, entre outros produtos, em 50 toneladas de arroz, “que minimamente vai poder ajudar um pouco as famílias haitianas que têm problemas de alimentação”, além de sangue e plasma para os feridos do terremoto.
García Linera pediu às autoridades do Haiti para visitar alguns dos bairros mais afetados da capital, mas prevê retornar ainda hoje à Bolívia.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. O Governo do país caribenho confirmou que pelo menos 70 mil corpos já foram enterrados.
Na quarta-feira passada, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, tinha falado em “centenas de milhares” de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.