Amanhã, information pills o vice-ministro russo de Assuntos Exteriores, Serguei Kisliak, levará, para Washington, a resposta de seu país às propostas dos Estados Unidos sobre o escudo antimísseis americano, informaram hoje fontes diplomáticas em Moscou.
“Nós pretendemos anunciar a nossa reação às novas propostas dos EUA sobre a defesa antimíssil, assim como discutir todo o conjunto de assuntos relativos a essa problemática”, disse um representante da Chancelaria russa à agência oficial russa “Itar-Tass”.
Outras fontes do Ministério de Exteriores disseram à “Interfax” (agência de notícias russa) que Kisliak lidera um grupo de especialistas que realizará em Washington consultas sobre o escudo antimísseis e outros assuntos de estabilidade estratégica.
Explicou que as consultas com especialistas continuarão em Washington. Realizadas na semana passada em Moscou, no formato “2+2”, contou com a participação dos secretários de Estado e de Defesa dos EUA, Condoleezza Rice e Robert Gates, e os ministros russos de Exteriores e de Defesa, Serguei Lavrov e Anatoli Serdyukov.
Durante essa reunião, Rússia e EUA mantiveram suas diferenças sobre o lugar do escudo antimísseis na Europa, mas decidiram desenhar um novo acordo estratégico que regerá suas relações mesmo após a mudança este ano das administrações em ambos os países.
Gates e Rice apresentaram uma série de propostas e medidas de confiança visando minimizar a preocupação da Rússia pelos planos dos Estados Unidos de colocar um radar na República Tcheca e uma dezena de foguetes interceptores na Polônia.
Washington sustenta que o objetivo do futuro escudo é a neutralização de possíveis ataques com mísseis de países como o Irã, enquanto a Rússia o considera uma ameaça para sua segurança.
O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, explicou na semana passada que os EUA propõem conceder à Rússia a possibilidade de observar o funcionamento do radar e o estado da base de interceptores.
“A parte americana está disposta a oferecer toda uma série de medidas de confiança para que possamos nos convencer de que este sistema não estará dirigido contra nós”, indicou.
Acrescentou que, segundo as ditas propostas, “a Rússia terá a possibilidade de observar o que faz o radar e em que estado se encontra na realidade a base de interceptores, com ajuda tanto do fator humano (inspeções) como por meios técnicos”.