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Mundo

Venezuelanos pedem que EUA não incluam país como promotor do terrorismo

Arquivo Geral

27/03/2008 0h00

Um grupo de venezuelanos de Miami pediu hoje a congressistas dos Estados Unidos para não incluírem seu país na lista de patrocinadores do terrorismo, rx pois acredita que a medida seria usada pelo presidente da Venezuela, order Hugo Chávez, recipe para se manter no poder.

A solicitação foi formulada pela direção do jornal “El venezolano”, a publicação mais antiga da comunidade venezuelana no sul da Flórida.

“Precisamos dos senhores no contexto internacional, mas não de uma lista de terroristas onde Hugo Chávez deveria estar desde 1992. Incluí-lo agora lhe dará uma desculpa para se manter no poder”, disse o grupo em carta.

Na mensagem enviada ao congressista republicano pela Flórida Lincoln Díaz-Balart, advertiram de que colocar a Venezuela nessa lista pode também ser “muito prejudicial aos milhões de venezuelanos que lutam para fugir de Chávez”.

“Os venezuelanos, liderados por uma oposição democrática e eleitoral muito resistente e por jovens estudantes, começaram a entender Chávez, conscientes do que representa seu Governo para o futuro deles”.

O grupo destacou a necessidade de que Díaz-Balart, de origem cubana, fale com os demais legisladores do Congresso americano para que evitem a inclusão da Venezuela na lista em um momento em que “Chávez está à beira de uma saída interna democrática”.

O congressista americano Connie Mack apresentou em 13 de março, na Câmara de Representantes, um projeto de resolução no qual pede ao Governo do presidente George W. Bush que inclua a Venezuela na lista de países patrocinadores do terrorismo.

Mack, também republicano, baseou sua solicitação nas denúncias sobre o suposto apoio da Venezuela às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), feitas por autoridades colombianas com base em informações encontradas no computador do porta-voz internacional da guerrilha, “Raúl Reyes”, morto em 1° de março.

O legislador afirmou em seu projeto de resolução ao Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara que Chávez não mantém apenas laços de amizade com as Farc, mas também com Irã e Cuba, “ambos Estados que apóiam o terrorismo”.

A carta diz que “o amor mútuo” entre o governante venezuelano e as Farc é de “conhecimento público desde 1994” e que o conteúdo dos computadores apreendidos “é uma prova sólida”.

No entanto, o grupo afirma que pôr o país nessa lista no momento em que o governante “está à beira de uma saída interna” seria prolongar sua permanência no poder.

Sugeriram, então, que os congressistas americanos utilizem as leis internacionais que existem para tratar destes assuntos.


 

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