O presidente venezuelano, clinic Hugo Chávez, visit ordenou hoje o “fechamento” da embaixada da Venezuela na Colômbia e a mobilização de 10 batalhões militares na fronteira, viagra em um novo capítulo de uma crise bilateral que começou há cinco meses.
O recrudescimento das tensões aconteceu após a morte do porta-voz internacional das Farc, “Raúl Reyes”, em uma operação das forças militares colombianas em território equatoriano, o que foi qualificado por Chávez de assunto “muito grave” porque, na sua opinião, significou a “violação da soberania” de um país por outro vizinho.
“Eles (funcionários militares colombianos) reconhecem, inclusive em sua primeira declaração, haver invadido território equatoriano, o que é uma coisa extremamente grave (…) isto pode ser o começo de uma guerra na América do Sul”, opinou o líder venezuelano.
O Ministério colombiano de Defesa anunciou no sábado que “Reyes”, e pelo menos outros 16 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), morreram em uma operação de tropas militares colombianas em território equatoriano.
Para Chávez, a morte do “comandante revolucionário Raúl Reyes”, por quem guardou um minuto de silêncio, foi um “covarde assassinato” executado pelo Governo “paramilitar, narcotraficante e lacaio do império” de seu colega colombiano, o “presidente criminoso” Álvaro Uribe.
O “fechamento” da embaixada em Bogotá, sem comando desde que no dia 27 de novembro o titular Pável Rondón foi chamado a consultas por Caracas, e o envio de tropas à fronteira são medidas tomadas em apoio ao Equador, ressaltou Chávez em seu programa de rádio e televisão “Alô Presidente”.
Chávez chamou para consultas Rondón em novembro, seis dias depois que Uribe decidiu unilateralmente cessar o trabalho de mediação para a troca humanitária que há quase quatro meses Chávez desenvolvia junto à senadora opositora colombiana Piedad Córdoba.
O Governo colombiano não chamou seu embaixador em Caracas, Fernando Marín, que, por enquanto, segue na Venezuela.
Ao reiterar hoje seu apoio a Quito, Chávez argumentou que seu par equatoriano, Rafael Correa, explicou que “chamou seu embaixador em Bogotá e ordenou a mobilização de tropas militares para o norte” desse país.
“Nós não queremos guerra, mas não vamos permitir que o império americano e seu filhote o presidente Uribe e a oligarquia colombiana venha nos dividir, debilitar”, expressou Chávez, um forte capitalismo e defensor do que chama “socialismo do século XXI”.
O chefe de Estado venezuelano insistiu que a Colômbia, obedecendo supostos ditames de Washington, pretende se transformar na “Israel da América Latina”, mas advertiu a Bogotá que os Governos que buscam a “união” da região não permitirão que isso ocorra.
Ontem à noite, durante um conselho de ministros, Chávez se referiu às circunstâncias que rodearam a morte de “Reyes” e questionou se a Colômbia “vai se transformar na Israel da América Latina”.
Por sua parte, o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, considerou ontem em comunicado que a morte de Reyes representou um “duro golpe” ao processo para uma troca humanitária, dois dias depois da libertação unilateral pelas Farc de quatro ex-congressistas colombianos.
Os ex-reféns, que seguem em Caracas após sua entrega na quarta-feira a uma missão venezuelana na selva da Colômbia, não fizeram declarações quanto à operação colombiana na qual morreu o porta-voz da guerrilha.
Novamente hoje, Chávez lembrou que a Venezuela e a Colômbia viveram uma crise diplomática em 2005 por causa do “seqüestro” em Caracas do “chanceler das Farc”, Rodrigo Granda, em uma operação que não incluiu “bombardeios” mas foi “grave”.
Em seu programa dominical, Chávez anunciou que o Governo não participará da próxima reunião da União de Nações Sul-americanas (Unasul) prevista na Colômbia para o final de março.
Além disso, disse que “espera um pronunciamento” dos países da região em relação às atuações do Governo “criminoso” de Uribe.
Argumentou que as recentes ações do “presidente subimperialista, lacaio e mentiroso da Colômbia” foram um “duro golpe” ao processo de integração sul-americana.