A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve hoje (17) a decisão, firmada em acordo, de que a Venezuela deve vender 364 mil barris (de petróleo) por dia para a entidade. Os venezuelanos, porém, querem rever o valor desta cota na próxima reunião da organização em outubro, elevando o montante fornecido.
Até lá, o governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, vai seguir o acordado. As informações são da Agência Bolivariana de Notícias (ABN), agência oficial.
O representante venezuelano na Opep, Bernard Mommer, afirmou que houve uma insistência da Agência Internacional de Energia (AIE) para o cumprimento da cota por parte da Venezuela. “A Agência Internacional de Energia (AIE) insistiu na aplicação das cotas por parte da Venezuela, o que é ótimo para nós”, disse Mommer.
Em 2008, a Opep decidiu retirar do mercado 4,2 milhões de barris de petróleo vendidos por dia. O objetivo, segundo os integrantes da organização, era evitar a queda no preço do barril em 2009. A medida contou com o apoio dos sócios da organização.
Até outubro, a orientação do governo Chávez é para que os órgãos responsáveis pelo setor avaliem as perspectivas de crescimento econômico e do comportamento da demanda de petróleo. As questões relativas a essas áreas devem influenciar em um eventual novo acordo. “A Opep tem feito um grande trabalho. Em relação aos preços do petróleo, temos tido mais estabilidade, espero que assim continue.”
Criada em setembro de 1960, a Opep é uma organização formada por representantes de 12 países que retêm algumas das maiores reservas de petróleo do mundo. Na América Latina, apenas a Venezuela e o Equador integram a organização.
Os países que integram a Opep são responsáveis por cerca de 40% da produção mundial e 60% das exportações mundiais. O objetivo é unificar a política petrolífera dos seus integrantes fixando regras para o controle de preços e volume de produção.