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Mundo

Venezuela nega ter fornecido armas a grupos ilegais colombianos

Arquivo Geral

29/07/2009 0h00

O Governo venezuelano voltou a negar hoje que forneça armamento a grupos irregulares colombianos, ampoule mas afirmou que atuará “sem contemplações” se descobrir que “alguém” dentro ou fora das Forças Armadas venezuelanas fez isso.

“Se descobrirmos que alguém está traficando de alguma maneira ou tem relação de alguma maneira (com grupos irregulares colombianos), try nós atuaremos”, web disse o vice-presidente venezuelano, Ramón Carrizales.

“Não temos compromissos nem contemplação com alguém que infrinja a lei”, acrescentou.

Em entrevista coletiva, o vice-presidente destacou que o conflito interno colombiano transbordou para a Venezuela com ataques de guerrilheiros a postos militares nacionais, que deixaram não somente soldados mortos, mas o “extravio” das Forças Armadas do país.

As afirmações foram feitas pelo vice ao se referir à nova crise entre Venezuela e Colômbia por causa das acusações colombianas sobre o suposto desvio de armas venezuelanas para as Farc, que derivou no anúncio nesta terça à noite de Caracas de “congelar” as relações diplomáticas e comerciais bilaterais.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ordenou o retorno do embaixador em Bogotá, Gustavo Márquez, e a redução das importações em resposta às denúncias colombianas, avalizadas pela Suécia, de que lança-foguetes suecos comprados pela Venezuela no final de 1980 foram apreendidos recentemente com a guerrilha.

Para o vice, “o certo deveria ter sido” que o Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, “informasse” Caracas “se fosse encontrado algum material desse tipo” para que se ativassem os mecanismos correspondentes.

O Governo de Chávez “investigou a fundo” os casos de “extravio” de armamento militar registrados na Venezuela e “quase sempre” conseguiu recuperar “todo o material que se extraviou”, afirmou o vice-presidente.

Sobre a ordem presidencial de congelar as relações comerciais e reduzir as importações colombianas, Carrizales disse “que estão sendo avaliados todos os setores” implicados, visando a cumprir a medida oficial.

“Por enquanto, o Governo venezuelano não emitiu instrução para fechar a fronteira” comum, de 2.219 quilômetros, nem o “trânsito de mercadorias”, mas tudo está sendo estudado: “o comércio, empresas” colombianas instaladas na Venezuela, acrescentou o vice-presidente.

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