O Governo venezuelano não renovou o acordo, que venceu ontem, para fornecer 11 milhões de barris de gasolina mensais à região da fronteira com a Colômbia, afirmou hoje o ministro da Minas e Energia da Venezuela, Rafael Ramírez.
“Não vemos razões para renovar esse convênio, cuja vigência terminou ontem”, disse Ramírez à imprensa.
“Não estamos dispostos a seguir subsidiando a economia colombiana quando desse lado decisões sumamente não amistosas são tomadas contra o nosso povo e nosso país”, afirmou o ministro de Energia venezuelano.
Ramírez explicou que atrás da decisão está a rejeição à política do presidente colombiano, Álvaro Uribe, de permitir a utilização de bases militares em seu país por tropas americanas.
“Não se pode alegar que é um problema de soberania da Colômbia, porque suas consequências transcendem as fronteiras e se transformam em um perigo e uma ameaça para nosso país, para o Equador e para o resto dos países sul-americanos”, segundo Ramírez.
O ministro disse que, além de não renovar o convênio, mecanismos de controle e regulação de vendas de combustível serão adotados na fronteira, que buscam “acabar de uma vez por todas” com o problema do contrabando de gasolina da Venezuela para a Colômbia.
Caracas “congelou” as relações econômicas com a Colômbia por considerar que a presença de tropas americanas em território colombiano é uma “ameaça para o país”.