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Venezuela liberta ‘número significativo’ de presos por razões políticas, incluindo estrangeiros

Medida ocorre após captura de Maduro por forças dos EUA e é descrita como gesto unilateral em favor da “convivência pacífica”

Redação Jornal de Brasília

08/01/2026 14h35

Foto: JUAN BARRETO / AFP

Foto: JUAN BARRETO / AFP

Um “número significativo” de presos políticos, incluindo estrangeiros, foi libertado na Venezuela, anunciou nesta quinta-feira (8) o chefe do Parlamento, sem fornecer mais detalhes.

Estas são as primeiras libertações sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo temporariamente após uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro que capturou o presidente deposto, Nicolás Maduro, e sua esposa Cilia Flores.

Ambos estão em Nova York, onde enfrentam acusações que incluem tráfico de drogas.

“Em prol da convivência pacífica, o governo bolivariano, juntamente com as instituições do Estado, decidiu libertar um número significativo de cidadãos venezuelanos e estrangeiros”, disse o chefe da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

“Essas libertações estão ocorrendo neste exato momento”, declarou à imprensa no Palácio Legislativo, sem informar a quantidade de pessoas libertadas.

“Boas notícias!”, escreveu no X Alfredo Romero, advogado da ONG Fórum Penal, que defende presos políticos na Venezuela.

“Já sabemos de algumas pessoas a caminho da liberdade, incluindo estrangeiros”, acrescentou Romero.

O líder parlamentar agradeceu ao ex-presidente do Governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Catar, “que responderam prontamente ao apelo” da presidente interina, especificou.

Ao mesmo tempo, afirmou que “é um gesto unilateral do governo bolivariano”.

A ONG Fórum Penal contabiliza 806 presos por razões políticas na Venezuela, dos quais 175 são militares.

AFP

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