A Chancelaria da Venezuela entregou nesta segunda-feira uma nota de protesto à encarregada de negócios da embaixada dos Estados Unidos, Darnall Steuart, em rejeição à insistência de Washington em designar a Larry Palmer como embaixador em Caracas.
“Em repetidas oportunidades, o Governo venezuelano fez do conhecimento do Governo dos Estados Unidos que, diante da gravidade das atuações de Palmer, nos encontramos na impossibilidade de recebê-lo no território nacional”, diz a nota que Darnall recebeu na sede da Chancelaria venezuelana.
A carta, que foi entregue à encarregada da embaixada americana pelo vice-chanceler Temir Porras, também recolhe informações da imprensa americana as quais indicam que o Senado do país “se encontra a uma passagem de confirmar” a nomeação de Palmer.
Palmer disse em meados deste ano, ao responder um questionário do Congresso dos EUA, que a moral dos militares venezuelanos era baixa e que era necessário investigar a suposta presença das guerrilhas colombianas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) no país.
Após receber a carta, Darnall leu um comunicado do Governo americano no qual o país informa que se manterá firme na decisão de nomear Palmer, expressou que lamenta a decisão da Venezuela de não aceitá-lo, e alertou que “o Governo bolivariano terá que assumir a responsabilidade por tal ação”.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reiterou no sábado que não aceitará o embaixador e que lhe negará o acesso ao país caso os Estados Unidos insistam em enviá-lo a Caracas.