O Governo da Venezuela afirmou nesta quinta-feira que o líder líbio, Muammar Kadafi, deu seu respaldo à proposta realizada pelo presidente Hugo Chávez para que se nomeie uma comissão internacional de países para intermediar no conflito que atinge a nação africana.
O ministro venezuelano de Comunicação, Andrés Izarra, anunciou através de sua conta no Twitter que o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, conversou com seu colega líbio, Mousa Kousa, que “em nome de Kadafi ratifica o respaldo oficial do Governo líbio a iniciativa de paz do Pdte Chávez”.
“Em conversa de vários minutos, chanceler líbio fez referência que Kadafi qualificou de muito positiva a nomeação de comissão internacional humanitária de paz”, indicou Izarra na conta da rede social.
O presidente venezuelano lançou na segunda-feira a proposta que se conforme uma comissão integrada por vários países para que dialogue com as partes em conflito na Líbia e assim evitar o derramamento de mais sangue.
Chávez, que conversou na terça-feira com Kadafi, segundo informou na quarta-feira o ministro de Comunicação, fez a proposta após que os Estados Unidos mobilizasse sua frota no Mediterrâneo, ao advertir que uma invasão desse país suporia uma “catástrofe”.
“Tenho certeza que muitos Governos estarão de acordo, em buscar uma fórmula política, em vez de mandar navios e aviões”, disse Chávez, ao acusar os Estados Unidos e Europa de estar “enlouquecidos” pelo petróleo líbio.
O ministro francês de Assuntos Exteriores, Alain Juppé, rejeitou nesta quinta-feira a oferta de mediação de Chávez, e afirmou que “qualquer mediação que permita ao coronel Kadafi suceder-se a si mesmo não é bem-vinda”.
Nos últimos dias, Chávez lembrou em várias ocasiões sua amizade com Kadafi e disse que seria de “covardes” culpar das mortes na Líbia ao Governo desse país sem conhecer o que está passando.
“Desde esta distância não vou a condenar a quem foi meu amigo por muito tempo sem saber exatamente o que na Líbia está ocorrendo”, disse o líder venezuelano na segunda-feira.