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Mundo

Venezuela diz que arquivos de computador de "Raúl Reyes" foram "manipulados"

Arquivo Geral

31/03/2008 0h00

O Governo venezuelano afirmou hoje que os arquivos do computador de “Raúl Reyes”, medications número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), viagra approved morto em uma incursão militar colombiana contra um acampamento da guerrilha em território equatoriano, buy information pills foram “manipulados”.

Em entrevista coletiva, o ministro do Interior venezuelano, Ramón Chacín, disse: “Imaginem como estas provas serão manipuladas, provas de um computador que não se sabe se de fato existiu”.

Para Chacín, a tecnologia fornecida pelos Estados Unidos por meio do Plano Colômbia e do Plano Patriota pode ter sido usada para alterar o conteúdo do computador, “se é que ele existe”, voltou a dizer.

O ministro acrescentou que dificilmente colombianos manejaram esses instrumentos tecnológicos.

Segundo Chacín, tais provas não têm “nenhum valor, qualquer advogado reconhece que essas provas não têm valor ético nem moral”.

O ministro venezuelano explicou que essa desconfiança se baseia na premissa de que as pessoas que têm o computador de Raúl Reyes mentiram em diversas ocasiões e contaram com tecnologia e tempo para ampliar ou modificar o conteúdo a seu gosto.

Chacín acrescentou que quem teve acesso ao suposto computador de Raúl Reyes – entre os quais citou o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos -, “não são conhecidos exatamente por sua honestidade e veracidade no tratamento da informação”.

Para reforçar a idéia de que a posição colombiana não merece credibilidade, Chacín lembrou que Santos disse que não houve violação do espaço aéreo equatoriano, algo que foi desmentido pela Organização dos Estados Americanos (OEA) em suas resoluções sobre o caso.

Segundo Bogotá, o computador teria ficado intacto após um ataque com bombas inteligentes que destruiu o acampamento das Farc e matou outras 24 pessoas além de Raúl Reyes.

O ministro venezuelano ainda citou, como prova da pouca confiabilidade das versões colombianas, o caso do guerrilheiro “Rodrigo Granda”, que foi seqüestrado em Caracas em 2004, sendo que as autoridades divulgaram a versão que tinha sido detido na cidade colombiana de Cúcuta.

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