“Convém a nós que o país passe de um exportador de petróleo para um exportador de produtos”, explicou o ministro em declarações a jornalistas.
Ramírez contou que a companhia italiana ENI e as russas associadas no chamado Consórcio Nacional Petroleiro (CNP), que explorarão a rica Faixa Petrolífera do Orinoco (centro-oeste), já receberam propostas do gênero.
Segundo o ministro, o Governo venezuelano ofereceu o modelo tradicional, que fixa os impostos em 50%, assim como um especial que prevê que essa percentagem desça para 34% caso decidam construir uma refinaria.
“A decisão será tomada ao fim da engenharia básica e quando foi possível avaliar melhor a estrutura de custos. Mas, em todo caso, serão beneficiados por um regime fiscal diferente”, disse Ramírez.
O Governo da Venezuela estima que toda a Faixa do Orinoco contenha 235 bilhões de barris de petróleo, que uma vez certificados internacionalmente, processo atualmente em andamento, elevarão as reservas venezuelanas para US$ 316 bilhões.
Caso este volume esteja correto, Venezuela se transformará na nação como a maior reserva petrolífera do planeta.