O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, rejeitou nesta sexta-feira o que chamou de “intervencionismo” e “arrogância” de alguns países da Europa e dos Estados Unidos contra a Líbia e assegurou que eles só querem o petróleo.
“Rejeitamos todas as ameaças de intervencionismo, toda a arrogância” disse, ao opinar que “alguns países da Europa e EUA se comportam com uma voracidade” que “lembra seu passado colonialista”, disse à imprensa na cidade Mitad del Mundo, no noroeste de Quito.
Líbia atravessa uma grave crise desde o início de fevereiro, quando começaram os protestos contra o regime do líder líbio Muammar Kadafi, após o qual se iniciou uma série de atos de repressão.
Maduro, que chegou no Equador para assistir à cerimônia de entrada em vigor do Tratado Constitutivo da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), assegurou nesta sexta-feira que “a única coisa” que interessa a algumas nações europeias e aos EUA é “o petróleo líbio pois não lhes importa, como não lhes importou, massacrar os povos”.
“Quem protestou contra 1 milhão de iraquianos que foram mortos no maior genocídio que cometeu George Bush e os Estados Unidos no Iraque? Nenhum deles”, se respondeu.
A seu critério, “é a hipocrisia de alguns países da Europa e dos EUA com um só objetivo: apoderar-se da Líbia para apoderar-se do petróleo líbio”.