O Comandante da Armada venezuelana, Carlos Aniasi, confirmou hoje que nove tripulantes da embarcação de bandeira grega “Aegean Wind” morreram no incêndio iniciado na casa de máquinas nesta madrugada.
O navio, que procedia do Brasil e se dirigia a Houston (EUA) com uma carga de ferro, levava 15 filipinos e nove gregos.
O militar declarou ao canal estatal “Venezolana de Televisión” que a morte dos nove marinheiros foi confirmada pelo capitão da embarcação, cujo nome não foi divulgado.
“Não sabemos se morreram por asfixia ou queimados, mas o comandante nos confirmou que estão mortos”, explicou Aniasi.
O chefe da Armada também assinalou que o “Aegean Wind” se dirige para o porto na Ilha Margarita e que outra embarcação se aproxima do local do acidente para cooperar.
Aniasi confirmou ainda que um dos marinheiros sofreu queimaduras graves e que em breve chegará a Caracas por via aérea para ser tratado no hospital militar da capital venezuelana.
A confirmação da morte dos nove tripulantes que estavam desaparecidos permite fazer um balanço final e estabelecer que outros cinco marinheiros recebem assistência médica neste momento e que outros dez saíram ilesos do incêndio.
Diferente do que havia dito anteriormente, Aniasi indicou que as más condições do mar impediram que membros da Marinha venezuelana abordassem a embarcação incendiada.
O “Aegean Wind” sofreu esta madrugada um incêndio a 33 milhas da ilha venezuelana de La Blanquilla. Rafael Lugo, chefe das equipes de salvamento, explicou que o fogo começou na sala de máquinas.
Segundo ele, como o fogo se propagou rapidamente, os marinheiros tomaram caminhos diferentes para se salvar, o que fez com que nove deles fossem dados como desaparecidos inicialmente.