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Venezuela comemora <i>identificação</i> de Emmanuel, mas quer esclarecer história

Arquivo Geral

06/01/2008 0h00

O Governo venezuelano comemorou a “bem-sucedida identificação” do menino Emmanuel, look filho da ex-candidata à Vice-Presidência colombiana Clara Rojas, prostate em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e pediu a apuração das circunstâncias que cercaram sua vida nas últimas semanas.

Em comunicado, a Chancelaria venezuelana reiterou o desejo do Governo do presidente Hugo Chávez de “acompanhar todas as iniciativas que contribuam à realização da troca humanitária” na Colômbia “e para traçar o caminho em direção à paz” no país.

A Chancelaria divulgou a nota um dia depois de o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, ter denunciado que o Governo colombiano negou a possibilidade de especialistas da Venezuela realizarem exames de DNA no menino sob cuidados oficiais em Bogotá.

É uma decisão “muito grave e triste” do Executivo de Bogotá, “que deixa claro que há algo estranho em toda esta situação”, disse na sexta-feira Maduro em uma ligação telefônica à emissora estatal venezuelana “VTV”.

Ontem, a guerrilha reconheceu que a criança sob custódia oficial em Bogotá era Emmanuel, e denunciou que ele teria sido “seqüestrado” pelo Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe.

O Executivo venezuelano “comemora a identificação bem-sucedida do menino Emmanuel, que permitirá que sua família, em particular sua avó Clara e seu tio Ivan, se encontre com ele e lhe ofereça o calor de um lar que toda criança merece”, indicou a nota oficial divulgada hoje pela Chancelaria da Venezuela.

Caracas disse que “se une às várias vozes que, na opinião pública internacional, pedem o total esclarecimento das circunstâncias que cercaram a criança nas últimas semanas”.

O Governo venezuelano afirmou ainda que “eleva suas preces pelo em breve reencontro do menino Emmanuel e de sua mãe Clara, o qual significará o retorno de ambos à vida familiar”.

Fez “votos para que, o mais rápido possível, (a ex-congressista) Consuelo González, Clara Rojas e todos aqueles que estão em cativeiro em decorrência do longo e doloroso conflito que afeta o povo irmão da Colômbia, voltem a seus lares e se reencontrem com seus familiares”.

Chávez planejou a chamada “Operação Emmanuel” para resgatar o menino, sua mãe e a ex-congressista, cujas libertações foram anunciadas pelas Farc no dia 18 de dezembro.

A missão, que envolveu sete países além de Venezuela e Colômbia, começou no dia 28 de dezembro com a autorização do Governo de Uribe, mas foi suspensa em 31 de dezembro.

Neste dia, Chávez leu uma carta da guerrilha na qual indicava que não havia sido possível entregar os reféns devido a intensas operações militares realizadas na região onde o grupo se movimentava na Colômbia.

No dia 31 de dezembro, Uribe rejeitou a afirmação das Farc e levantou a “hipótese” de que a guerrilha teria “descumprido” a libertação dos reféns porque não teria Emmanuel em seu poder, já que a criança estaria sob outro nome aos cuidados de um órgão oficial em Bogotá.

Na quinta-feira, o presidente venezuelano afirmou que a “Operação Emmanuel” está em uma “nova” fase, da qual não quis dar detalhes por medidas de segurança, e reiterou que com a hipótese sobre o menino Uribe lançou uma “nuvem de fumaça para derrubar a operação” de resgate.

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