O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, afirmou hoje que as eleições que acontecem hoje em seu país e em Honduras “estão no polo oposto”.
“Embora pareçam similares”, os atos eleitorais que acontecem hoje em Honduras e Uruguai “estão no polo oposto”, afirmou o socialista Vázquez, pouco antes de votar nas eleições uruguaias para escolher seu sucessor no cargo.
O presidente afirmou que “o Governo uruguaio não vai reconhecer (quem sair vencedor nas eleições hondurenhas), porque surge de uma decisão ilegal tomada por um Governo de fato”, afirmou.
“O caminho em Honduras deveria ter sido restituído ao presidente eleito livre e democraticamente pelo povo hondurenho (Manuel Zelaya), e depois realizar eleições livres”, enfatizou Vázquez.
O deposto presidente de Honduras rejeitou no sábado as especulações sobre seu hipotético asilo político.
“Não é verdade que eu esteja buscando asilo político”, enfatizou Zelaya, em declarações por telefone à Agência Efe a partir da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde permanece desde 21 de setembro passado e exige que seja restituído no poder.
Após votar, Vázquez afirmou que os uruguaios têm hoje “muito” para se alegrar, “muito para festejar, porque esta (eleição) é a própria essência da democracia e da liberdade”.
“Os uruguaios têm uma profunda vocação democrática”, enfatizou.
O chefe de Estado confirmou que esta noite, após saírem os resultados das eleições, visitará o candidato ganhador para felicitá-lo.
“Vou saudar esta noite quem sair eleito como próximo presidente dos uruguaios, como me corresponde”, afirmou Vázquez.
O senador e ex-líder guerrilheiro José Mujica, da governante coalizão de esquerda Frente Ampla, é o favorito para ganhar o segundo turno, de acordo com todas as pesquisas, frente ao ex-presidente Luis Alberto Lacalle, do conservador Partido Nacional.
O chefe de Estado disse que, “em um prazo de dez dias, aproximadamente”, começará “o período de transição” entre o Governo e a equipe do presidente que sair eleito.
O futuro presidente do Uruguai assumirá em 1º de março de 2010 para um período de cinco anos.