O presidente da Pontifícia Academia para a Vida, cheap Elio Sgreccia, considerou hoje um feito histórico a conquista de uma equipe internacional de cientistas que conseguiu reprogramar células da pele humana para que tenham propriedades de células-tronco embrionárias.
Em entrevista à Rádio Vaticana, Sgreccia se mostrou entusiasmado diante do que considerou uma novidade histórica, sobretudo porque não será necessária a clonagem terapêutica dos embriões, o que a Igreja Católica condena.
A Igreja tinha começado uma batalha (contra o uso de células embrionárias) por motivos éticos, encorajando investigações sobre células-tronco adultas e declarando ilegal a imolação dos embriões, acrescentou Sgreccia.
O responsável da Pontifícia Academia pela Vida, que tem como objetivo promover a ciência e favorecer a pesquisa sob a luz da doutrina social da Igreja, afirmou que este grande resultado permite poder dizer que entre ética e ciência existe uma forte relação.
A ética que respeita o homem é útil para a ciência e confirma que não é verdade que a Igreja é contrária à pesquisa em geral, e sim à má pesquisa, que danifica o ser humano, como no caso dos embriões, acrescentou.