A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) concluiu hoje que a usina nuclear japonesa danificada em julho por um terremoto terá que ficar mais alguns meses, approved talvez um ano, information pills sem operar.
A central, link construída em uma área com risco de terremotos, continuará fechada até que a segurança de seus sete reatores seja assegurada, segundo a agência japonesa “Kyodo”.
Esta é a conclusão à qual chegou a missão de seis inspetores que de segunda a quinta-feira analisaram a central de Kashiwazaki-Kariwa, na província de Niigata (centro do Japão), a maior do mundo em capacidade de produção.
A fábrica apresentou vazamento de material tóxico, entre eles 1,2 metro cúbico de água radioativa que foi parar no Mar do Japão, após um terremoto de 6,8 graus na escala Richter no dia 16 que matou onze pessoas e feriu mais de mil.
Sua reabertura “não é algo que possa ser feito muito rápido, foi um terremoto muito forte”, disse Philippe Jamet, responsável pela missão, que hoje entregou a minuta de seu relatório sobre a situação da central à Agência de Segurança Nuclear do Japão.
Segundo Jamet, a central deverá ficar “vários meses ou um ano” sem operar, como já tinham afirmado os analistas japoneses.
No entanto, Jamet não divulgou o conteúdo do relatório apresentado às autoridades japonesas, que aceitaram de má vontade a inspeção da AIEA no país.
A avaliação só será apresentada dentro de alguns dias em Viena, sede da AIEA, mas Jamet antecipou que o resultado não será especialmente negativo para o Governo japonês.
Perguntado se o relatório trará más notícias para o Japão, ele apenas respondeu: “Não estou muito preocupado”.
Nesta sexta-feira, a missão, formada por dois inspetores e quatro analistas sísmicos, se reuniu com representantes da empresa que administra a usina, a Tokyo Electric Power (TEPCO), da Comissão de Segurança Nuclear e da Agência de Segurança Nuclear.
A delegação do organismo nuclear deixa no sábado o Japão, onde ficou por uma semana para inspecionar os sete reatores nucleares de Kashiwazaki-Kariwa fechados após o terremoto.
A TEPCO afirma que o vazamento radioativo ocorrido nas instalações foi muito pequeno e não representa ameaça para os moradores nem para o meio ambiente, mas sua relutância inicial em informar com clareza do ocorrido aumentou os temores da opinião pública japonesa e a pressão internacional.
Foi por isso que o Governo japonês, após vários dias de rejeição, aceitou a missão da AIEA, a primeira desde setembro de 1999, quando aconteceu um incidente na usina nuclear de Tokaimura.
No total, a companhia elétrica reconheceu 63 falhas de funcionamento na central, mas disse que nenhum dano grave foi identificado em sua estrutura.
Sobre isso, o chefe da missão de inspetores da AIEA revelou hoje que as conversas com os operadores da fábrica foram tensas, segundo a agência local “Kyodo”.
“Até certo ponto, é nosso trabalho pressioná-los para nos assegurarmos que o que dizem é confiável e se é isso mesmo o que aconteceu”, afirmou Jamet.
“Não concordamos em tudo, mas tivemos um debate muito sério, profundo, técnico e frutífero”, reconheceu o chefe da equipe de inspetores.
O terremoto que atingiu a província de Niigata no dia 16 matou onze pessoas, feriu mais de mil e provocou prejuízos estimados em pelo menos US$ 12,5 bilhões.